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Mundo

Relatório confirma que MH17 foi abatido por projéteis

media Destroços do avião da Malaysia Airlines que caiu na fronteira da Ucrânia com a Rússia. REUTERS/Maxim Zmeyev/Files

A agência de investigação e segurança da Holanda (OVV) divulgou nesta terça-feira (9) o primeiro relatório oficial sobre as causas da queda do voo MH17, da Malaysia Airlines, em julho, no leste da Ucrânia. Segundo o documento, não foram encontrados indícios de problemas técnicos na aeronave.

Segundo os investigadores holandeses, o Boeing 777-200 da Malaysia Airlines foi abatido por "um grande número de projéteis que atingiram a fuselagem do avião em alta velocidade". O impacto provocou a desintegração do aparelho em pedaços em pleno voo.

"Não há nenhum indício de que a queda do avião tenha ocorrido por um problema técnico ou por manobras da tripulação, que era experiente e qualificada", afirmam os peritos. Uma explosão explica o fato de as caixas-pretas terem parado de registrar subitamente os dados do voo, a perda de contato com os controles aéreos e o desaparecimento do aparelho dos radares, diz o laudo.

O relatório foi feito com base em elementos retirados das caixas-pretas, fotos, vídeos e dados de satélite, uma vez que os especialistas holandeses não tiveram acesso ao local da queda, situado em zona de guerra.

Separatistas e governo ucraniano trocam acusações

A queda do voo da Malaysia, no dia 17 de julho passado, chocou o mundo. Com 298 pessoas a bordo, na sua maioria passageiros holandeses, o voo fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lampur, na Malásia.

A Ucrânia e os países ocidentais acusaram os separatistas de terem abatido o avião com um míssil de fabricação russa, mas Moscou e os separatistas responsabilizaram o exército ucraniano pela tragédia.
 

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