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Mundo

Israel anuncia cortes no orçamento para pagar ação na Faixa de Gaza

media Casa destruída na Faixa de Gaza (27/08/2014). REUTERS/Suhaib Salem

O governo israelense vai adotar um plano de austeridade para financiar os custos dos 50 dias de operação militar na Faixa de Gaza, que terminou com 2.143 palestinos e 71 israelenses mortos. Apenas o ministério da Defesa será poupado dos cortes orçamentários, segundo uma fonte governamental.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa Moshe Yaalon e o ministro das Finanças Yair Lapid querem cortes de 2% no orçamento de cada ministério, com exceção da Defesa, para chegar a uma economia de 2 bilhões de shekels (cerca de 1,250 bilhão de reais) até o final do ano.

Essa quantia poderá pagar uma parte dos esforços do confronto, “o mais longo desde a guerra da independência, de 1948”, declarou Lapid. Até quatro bilhões de dólares teriam sido gastos para financiar a guerra. A Defesa, por sua vez, pediu uma verba extra desse mesmo montante para reabastecer os estoques de munição e os sistemas de defesa antimísseis.

Economia

O maior corte proposto é no Ministério da Educação (480 milhões de shekels, ou quase 3 milhões de reais). Outros cortes seriam aplicados à Segurança Social, aos serviços de informações interno e externo, à Comissão de Energia Atômica e outros departamentos.

A Operação Escudo Protetor, na Faixa de Gaza começou em 8 de julho e terminou na terça-feira, depois de um cessar-fogo definitivo negociado com o movimento palestino Hamas, após várias tréguas unilaterais ou bilaterais. A operação era destinada a destruir o arsenal bélico do Hamas e túneis de acesso entre a Faixa de Gaza e Israel.

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