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Mundo

Faixa de Gaza comemora cessar-fogo permanente

media Crianças palestinas retiram o que sobra de suas casas destruídas por um bombardeio,no dia 26 de agosto. REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

Depois do cessar-fogo permanente que encerrou, nesta terça-feira (26), 50 dias de guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, os dois campos reivindicam vitória. Os palestinos passaram a noite festejando nas ruas da Faixa de Gaza. O acordo, que entrou em vigor a partir das 16h, no horário local, trouxe alívio e esperanças para a retomada do processo de paz.

Uma multidão de palestinos festejou o fim da guerra durante a noite nas ruas de Gaza. Logo nas primeiras horas após o fim dos disparos, a população aproveitou para retomar atividades cotidianas, como ir ao banco e fazer compras.

Durante o conflito, o Hamas provocou o maior número de perdas do exército israelense desde 2006, com 64 soldados mortos. O movimento islâmico que controla a Faixa de Gaza reivindicou a vitória e afirmou ter "derrubado a lenda do exército israelense, que se diz invencível". O Hamas garantiu ter obtido que Israel amenizasse o bloqueio ao território, que era a principal exigência dos palestinos durante as negociações.

Já um porta-voz do governo de Israel afirmou na rádio militar que o Hamas "recebeu os golpes mais duros desde sua criação" e "sofreu uma derrota militar e política". Mas a imprensa israelense se mostra duvidosa. "Empate" e "O Hamas se rendeu, mas sobreviveu" são algumas das manchetes de hoje no país.

As críticas à gestão do conflito pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também são intensas, em especial pela extrema-direita israelense, que defendia uma intervenção militar terrestre mais forte contra o Hamas. Netanyahu ainda não se manifestou após o anúncio do cessar-fogo.

Comemorações internacionais

O secretário de Estado americano, John Kerry, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, celebraram o acordo. O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, pediu que palestinos e israelenses continuem negociando para chegar a uma solução duradoura.

O Irã festejou a "vitória" dos palestinos e o Catar, um dos principais aliados do Hamas, declarou esperar que o acordo ajude a colocar um fim nos sofrimentos do povo palestino. A guerra deixou 2.143 mortos palestinos, 70 israelenses e devastou o território. O acordo concluído ontem entre as duas partes determina a abertura das passagens entre Israel e a Faixa de Gaza e uma redução do bloqueio imposto desde 2006 por Israel ao território.

As questões mais sensíveis, como a libertação de prisioneiros palestinos, a abertura de um aeroporto em Gaza ou a desmilitarização do enclave palestino, devem ser discutidas em breve, durante negociações no Cairo.

 

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