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Mundo

Palestinos anunciam cessar-fogo permanente e fim do bloqueio a Gaza

media Pai caminha com criança no colo sobre escombros de prédio destruído nesta terça-feira em Gaza REUTERS/Mohammed Salem

Depois de 50 dias de guerra na Faixa de Gaza, Israel e o Hamas chegaram a um acordo de cessar-fogo permanente nesta terça-feira. A informação foi confirmada pelo presidente palestino Mahmoud Abbas, na abertura de uma reunião da direção palestina. O Hamas comemorou uma "vitória", já que está prevista a suspensão do bloqueio que estrangulou a economia de Gaza desde 2006. O cessar-fogo entra em vigor às 19h no horário local (13h, no horário de Brasília).

De acordo com o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, a hora de entrada em vigor do cessar-fogo deve ser estabelecida depois do anúncio do Cairo. Um porta-voz do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, preferiu não comentar a notícia.

O fim do embargo à Faixa de Gaza era a principal condição imposta pelo lado palestino para que pudesse haver um cessar-fogo permanente. Os israelenses exigiam a desmilitarização do território palestino. Ainda não se sabe se essa demanda foi contemplada pelo acordo.

Um responsável palestino, que preferiu não se identificar, atribuiu o cessar-fogo aos "contatos feitos pelo chefe da delegação palestina Azzam al-Ahmad, com dirigentes do Hamas, da Jihad Islâmica e de outros movimentos palestinos em Ramallah, Gaza e no Qatar, além do Egito e das partes regionais e internacionais".

Novos bombardeios contra Gaza

Nesta terça-feira, dois prédios de 14 e 16 andares, com dezenas de apartamentos residenciais, foram completamente destruídos, depois de serem atingidos por uma chuva de mísseis israelenses. Na alvorada, ao menos 25 pessoas foram feridas - entre elas, quatro socorristas e um jornalista local, quando o prédio mais alto desabou. De acordo com um morador do bairro, o exército israelense mandou as pessoas saírem imediatamente, "porque o edifício seria bombardeado".

"Todo mundo correu para a rua para se proteger", afirmou a mesma fonte. Então, seis mísseis destruíram 60 apartamentos, um centro comercial e dezenas de lojas. Um pouco depois, o prédio residencial que abriga a rádio da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) e do principal movimento de esquerda, Sawt al-Chaab (A voz do povo, em árabe), foi destruído. De acordo com as equipes de resgate, esse ataque deixou 15 feridos.

O Hamas denunciou estes bombardeios, que classificou como "um crime de guerra e uma vingança inaceitável de Israel para intimidar a população de Gaza". As brigadas Ezzedin al-Qassam, braço armado do movimento, disse ter respondido ao ataque com "um tiro contra Haifa (no norte de Israel) e quatro, contra Tel-Aviv".

Mas, de acordo com Israel, esses tiros não atingiram seus alvos. No entanto, 18 foguetes desabaram sobre cidades que fazem fronteira com Gaza. Um deles feriu levemente 21 pessoas que estavam em uma casa em Ashkelon. Durante a noite, Israel bombardeou 15 posições na Faixa de Gaza, que abrigariam "centros de controle do Hamas" além de duas escolas, de onde teriam partido "tiros contra Israel", de acordo com o exército. No fim do dia, um israelense morreu, atingido por um morteiro em Eshkol, na fronteira com a Palestina.

Desde o início da guerra, no dia 8 de julho, 2.137 palestinos morreram. Um quarto das vítimas eram crianças. Do lado israelense, uma criança, três civis e 64 soldados morreram.

 
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