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Mundo

Brasil convoca embaixador em Israel para explicar violência em Gaza

media Refugiados palestinos dormem em escola da ONU; até agora, 110 mil pessoas deixaram suas casas na Faixa de Gaza REUTERS/Finbarr O'Reilly

O ministério das Relações Exteriores do Brasil chamou de volta ao país, para consultas, o embaixador brasileiro em Tel Aviv, Henrique Sardinha Filho. Em nota, o Itamaraty disse que “considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina” e condena “energicamente o uso desproporcional de força por Israel na Faixa de Gaza” que resulta num “elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças”.

Com informações da correspondente da RFI em Tel-Aviv, Daniela Kresch

A chancelaria brasileira pediu um cessar-fogo imediato entre israelenses palestinos e justificou ter votado a favor da abertura de uma comissão de inquérito contra Israel no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. O conselho se reuniu nesta quarta-feira em Genebra depois que a Alta Comissária para Direitos Humanos da instituição, Navi Pillay, disse que há indícios de que Israel comete crimes de guerra em Gaza.

Ela também condenou os ataques palestinos contra Israel. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que a decisão da ONU não vai evitar que seu governo continue a atuar para defender o povo israelense dos foguetes do Hamas, bem como dos túneis subterrâneos construídos pelo movimento para se infiltrar no país. Netanyahu chamou a decisão da ONU de “farsa de Justiça”.

Mortos

Pela primeira vez desde que começaram as hostilidades, nenhum foguete foi atirado contra Israel nesta noite. Tel-Aviv informou ter atacado "35 alvos terroristas" em Gaza durante a madrugada. Desde o início da operação Limite Protetor contra a Faixa de Gaza, mais de 720 palestinos morreram, uma imensa maioria de civis e muitas crianças entre eles.

Mais de 110 mil pessoas buscaram refúgio em prédios da ONU. Do lado israelense, 32 militares e dois civis perderam a vida, além de um operário tailandês. Este é o pior saldo para Israel desde a guerra contra o Hezbollah libanês, em 2006, quando 121 israelenses morreram.

Esforços diplomáticos

Os números preocupam a comunidade internacional, que busca uma trégua com intensos esforços diplomáticos. Depois de se encontrar com o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon e com Benjamin Netanyahu, o secretário de Estado americano, John Kerry, deixou Israel nesta noite a caminho do Cairo. Um diplomata que viaja com Kerry afirmou que ele terá pela frente "sérias negociações para encontrar uma solução durável para Gaza".

Ban Ki-moon partiu para a Arábia Saudita, onde foi recebido pelo rei Abhallah. Hoje, o novo ministro britânico das Relações Exteriores, Philip Hammond, conversou com o primeiro ministro israelense depois de se encontrar com o presidente palestino Mahmoud Abbas. Apesar dos esforços diplomáticos, a paz ainda parece distante.

Condições para cessar-fogo

Antes de qualquer cessar-fogo, o Hamas exige principalmente que Israel se comprometa a suspender o embargo que estrangula a economia da Faixa de Gaza há oito anos. De sua parte, o exército israelense pretende neutralizar a capacidade militar do movimento islâmico para acabar, principalmente, com os foguetes que cruzam a fronteira diariamente.

Desde o início do conflito, o exército contabilizou 2,3 mil disparos. Outro objetivo da operação é a destruição dos túneis que o Hamas usa para enviar combatentes a seu território. Até agora, Tel Aviv tem conhecimento de 31 destes caminhos subterrâneos.

"Nosso objetivo é que os cidadãos israelenses possam viver sem ameaças (...) e não faremos nenhuma concessão sobre este objetivo", declarou o ministro do Interior, Gideon Saar. "A queda do (regime do) Hamas não é um objetivo definido, mas é uma possibilidade", completou.

Voos suspensos

Hoje a Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) voltou atrás na decisão de proibir as companhias americanas de voar para Israel, depois da queda de um foguete próximo ao aeroporto de Ben-Gurion, em Tel-Aviv. A recomendação, feita também pela agência europeia, chocou as autoridades israelenses e foi comemorada como uma "grande vitória" pelo Hamas.
 

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