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Mundo

Israel promete intensificar bombardeios, após mandar civis evacuarem Gaza

media Palestinos abandonam suas casas. REUTERS/Ahmed Zakot

Israel prometeu intensificar os bombardeios na Faixa de Gaza neste domingo (13), depois de aconselhar os habitantes do norte da região a deixarem suas casas. Até agora, sexto dia da ofensiva de Israel contra o grupo armado palestino Hamas, 166 pessoas já perderam a vida e mais de 1.000 ficaram feridas no conflito. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, pediu para a ONU garantir a segurança dos territórios palestinos.

Aviões israelenses dispersaram avisos sobre a Faixa de Gaza, exortando os civis a deixarem “imediatamente” suas casas. “Os avisos pedem para os residentes se afastarem, pela própria segurança, dos ativistas do Hamas e dos locais onde eles operam”, relatou um porta-voz do Exército. Moti Almoz advertiu que os palestinos devem “levar a ameaça a sério” e disse que “não se trata de uma medida de efeito psicológico”.

O Hamas, que controla o território palestino, pediu à população que não obedeça às ordens de Israel e fique em casa. Conforme os serviços de socorro palestinos, 166 palestinos, a maioria civis, foram mortos desde o início da operação “Limite protetor”. Segundo um estudo da agência da ONU encarregada das questões humanitárias, 70% das vítimas eram civis e 21%, menores de idade.

Milhares de habitantes de Gaza já fugiram da região de carro, a pé ou de carroça, levando o que podiam dos pertences. Muitos tinham decidido partir antes de ler os avisos enviados por Israel. “Há tanto bombardeio que ninguém consegue dormir. Está um terror”, relatou o civil Farid, à agência AFP. Cerca de 4 mil pessoas se abrigaram em oito escolas administradas pela agência da ONU para os refugiados palestinos.

Mais ataques

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu hoje que o país atacaria o Hamas “com cada vez mais intensidade” e acusou o movimento islâmico de usar a população civil como escudo. “Nós vamos continuar agindo com sangue-frio, firmeza e responsabilidade para atingir o nosso objetivo, que é trazer de volta a paz por muito tempo”, destacou, se recusando a determinar um prazo para o fim da operação.

Neste domingo, pela primeira vez, um comando da Marinha israelense fez uma ação no solo, ao desembarcar em uma praia para destruir uma base de lançamento de foguetes pelo Hamas. Quatro soldados ficaram feridos após uma troca de tiros com membros do grupo palestino. Ataques israelenses a Gaza deixaram três mortos, entre os quais um adolescente de 14 anos e uma mulher.

Abbas pede proteção

Com a deterioração da situação, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, pediu para a ONU colocar os territórios palestinos “sob proteção internacional” das Nações Unidas. Abbas entregou uma carta com a solicitação para o coordenador da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Robert Serry. A carta é endereçada ao secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon. Abbas também pediu a criação “imediata” de uma comissão de investigações sobre o conflito.

Enquanto isso, a diplomacia ocidental tenta viabilizar um cessar-fogo. Os ministros britânico, americano, francês e alemão das Relações Exteriores vão discutir as possibilidades de uma trégua durante uma reunião sobre o programa nuclear iraniano em Viena, na Áustria. O chanceler francês, Laurent Fabius, destacou que “a prioridade absoluta é o cessar-fogo”.

Os ministros alemão, Frank-Walter Steinmeier, e italiana, Federica Mogherini, são aguardados no Oriente Médio nos próximos dias para dialogar com Netanyahu e Abbas sobre o conflito. A Itália exerce atualmente a presidência rotativa da União Europeia.
 

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