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Mundo

No Conselho de Segurança, Ban Ki-moon faz apelo por cessar-fogo em Gaza

media O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na sede das Nações Unidas, nesta quarta-feira (9). UN Photo/Paulo Filgueiras

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo nesta quinta-feira (10) pelo cessar-fogo entre israelenses e palestinos. O pedido foi feito durante uma reunião de urgência do Conselho de Segurança, em Nova York. Ao menos 80 palestinos morreram nos bombardeios de Israel contra a região nos últimos dias.

“É mais urgente do que nunca tentar encontrar uma forma de retomar a calma e um acordo sobre o cessar-fogo”, declarou Ban Ki-moon, pedindo que a comunidade internacional intensifique os esforços para ajudar a colocar um fim às violências na Faixa de Gaza.

O secretário-geral da ONU avaliou que os mais prejudicados com os ataques são os civis da região. Entre os 80 palestinos mortos nos últimos dias, cerca de 50 eram civis. “A população está entre a atitude irresponsável do Hamas e a dura resposta de Israel”, estimou Ban Ki-moon.

Ele também avaliou que há um grande risco de "guerra aberta" entre israelenses e palestinos e que somente uma trégua de ataques do movimento islâmico Hamas contra Israel pode evitar que uma ofensiva terrestre do lado inimigo aconteça. Para o secretário-geral da ONU, apenas um acordo de paz entre os países do Oriente Médio poderá trazer uma segurança durável na Faixa de Gaza.

Troca de acusações

O representante palestino na ONU, Ryad Mansour, pediu que o Conselho de Segurança aja imediatamente para proteger a vida dos civis. “Devemos enviar uma mensagem firme à Israel para colocarmos um fim às suas agressões contra o povo palestino e respeitar suas obrigações estabelecidas pelas leis internacionais”, disse.

Logo depois, o embaixador israelense Ron Prosor afirmou que “Israel toma medidas importantes para evitar que palestinos inocentes sejam atingidos”. Ele reiterou que cinco mísseis haviam caído no território israelense desde o começo da reunião do Conselho de Segurança e, através de uma gravação em seu telefone celular, fez com que os membros ouvissem a sirene que toca quando há risco de bombardeio em Israel. “Depois deste aviso, os israelenses têm 15 segundos para procurar um abrigo”, completou.

“Está na hora de vocês reconhecerem o Hamas como uma organização terrorista”, disse Mansour. Para ele, a ameaça do terrorismo é mundial: “nenhuma nação está a salvo”, finalizou.

Mais de 300 ataques contra Gaza

Na madrugada desta quinta-feira, Israel intensificou os bombardeios à Faixa de Gaza com mais de 300 ataques, o dobro da véspera. O bombardeio tinha supostamente como alvo casas de membros do movimento islâmico Hamas e possíveis esconderijos de armas.

A operação “Limite Protetor” é a mais violenta desde o início da ação israelense, que começou há três dias, e que matou 22 pessoas nesta quinta-feira. Oito membros de uma mesma família, incluindo cinco crianças, morreram em Khan Younès, no sul de Gaza.

O ataque foi uma represália aos 30 foguetes lançados pelo Hamas contra alvos no sul de Israel, Tel Aviv, Jerusalém e Haifa, em menos de uma hora. Nove israelenses ficaram feridos quando tentavam se proteger nos abrigos antiaéreos.

A onda de violência em Gaza é a mais grave desde o fim de 2012. Ela começou após o sequestro e o assassinato de três estudantes israelenses na Cisjordânia, cuja a autoria seria do Hamas, segundo Israel. Como forma de vingança, um jovem palestino foi queimado vivo em Jerusalém por extremistas israelenses.

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