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Mundo

Irã e potências voltam a negociar acordo sobre programa nuclear em Viena

media O embaixador iraniano na AIEA, Reza Najafi. REUTERS/Heinz-Peter Bader

O Irã e as grandes potências retomam nesta terça-feira (13) em Viena as discussões sobre o programa nuclear do país, na tentativa de redigir um acordo final. O chanceler iraniano, Javad Zarif, alertou que a preparação de um texto exigirá "muito esforços".

Esta é a quarta rodada de negociações entre o grupo dos cinco (Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) e o Irã. Depois de dez anos de tensão, os iranianos deverão tranquilizar as potências sobre o caráter pacífico de seu programa nuclear em troca do fim das sanções internacionais que afetam a economia do país.

O chanceler iraniano se encontra nesta terça-feira com a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, mas as reuniões com os outros países só começam nesta quarta-feira e continuam até sexta-feira. Um dos principais assuntos será as dúvidas envolvendo o uso do reator de Arak, situado a 240 quilômetros a sudoeste de Teerã.

O equipamento tem capacidade para fornecer plutônio utilizado na fabricação de uma bomba atômica, mas, para tranquilizar as potências, o Irã propôs modificar a concepção do reator, limitando o material produzido. O governo do país afirma que todo o aparato nuclear é usado apenas em pesquisas médicas.

Irã e potências devem chegar a acordo sobre inspeções

O vice-ministro russo das Relações Exteriores, Sergueï Riab, acredita que também haverá consenso na questão da transparência, ou seja, a inspeção internacional detalhada das atividades nucleares iranianas. Segundo a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), o Irã tem respeitado o acordo assinado em Genebra no ano passado, que permitiu a retomada das discussões atuais.

No dia 17 de abril, a agência da ONU divulgou que o país havia reduzido seu estoque de urânio enriquecido de 75% para 20%. O teor do material radioativo que o país estará autorizado a fabricar é uma das questões mais delicadas, estimam analistas. Outra questão polêmica é o número de centrífugas rápidas de nova geração, elemento essencial no acúmulo de urânio suficiente para a fabricação de uma bomba.

Outra preocupação das grande potências é o interesse do Irã por mísseis balísticos, capazes de carregar cargas nucleares. As negociações prevêem três outras rodadas de discussões até o dia 20 de julho.
 

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