Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/09 15h27 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 17/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 17/09 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 17/09 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 17/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 16/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 16/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 16/09 15h00 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

No 99º aniversário de genocídio, Armênia exige mais do que pêsames turcos

media Manifestantes armênios protestam em Yerevan, na véspera do aniversário de genocídio. REUTERS/Hayk Baghdasaryan/Photolure

O presidente armênio, Serge Sarkisian, acusou a Turquia de “continuar com a política de negação total” do genocídio de 1915 durante o império otomano, depois que Ancara apresentou pela primeira vez “pêsames” pelo massacre. A Armênia lembra hoje o 99º aniversário da morte em massa de 1,5 milhão de pessoas.

“O genocídio segue existindo enquanto o sucessor da Turquia otomana continuar com sua política de negação total”, afirmou o presidente armênio em um comunicado. “Estamos convencidos de que a negação de um crime constitui sua continuação direta. Apenas o reconhecimento e a condenação podem impedir que este crime se repita no futuro”, completa a nota.

Segundo o presidente, o 100º aniversário do massacre, no ano que vem, seria uma oportunidade para a Turquia demonstrar “arrependimento e libertação desta pesada carga”.

Ontem, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, apresentou as condolências da Turquia “aos netos dos armênios mortos em 1915” nos ataques contra a comunidade sob o império otomano. Esta foi a primeira vez que o chefe de Governo turco falou de maneira tão aberta sobre a tragédia, ocorrida entre 1915 e 1917, nos últimos anos do império otomano.

As mortes são consideradas um genocídio por vários países, mas Erdogan evitou pronunciar essa palavra, que a Turquia sempre negou. “É um dever humano compreender e compartilhar a vontade dos armênios de lembrar seu sofrimento durante esta época”, afirmou o líder, por comunicado. “Desejamos que os armênios que perderam a vida nas circunstâncias do início do século XX descansem em paz e damos os pêsames aos seus netos”, acrescentam.

O genocídio armênio, o primeiro do século 20, começou no dia 24 de abril de 1915. Centenas de milhares de armênios do império otomano foram deportados ou massacrados - 1,5 milhão, segundo os armênios. A maioria perdeu seus bens, que foram confiscados.

Cantor Charles Aznavour diz que pêsames não são desculpas

O famoso cantor franco-armênio Charles Aznavour afirmou, nesta manhã, que as declarações turcas “não representam um reconhecimento e ainda menos um pedido de desculpas” pelo genocídio. O cantor divulgou uma nota a respeito do assunto, na qual diz que “o humanismo que deve presidir as relações entre os povos e, mais amplamente, entre as pessoas desejaria que essa declaração seja um primeiro passo para um diálogo”, que é “recusado há 100 anos” para os armênios. Aznavour pediu ainda que a “verdade histórica” sobre os acontecimentos seja estabelecida pelos turcos.

Já o Conselho das Organizações Armênias na França considerou as declarações de Erdogan como “uma operação de comunicação”, para evitar o reconhecimento do genocídio. “Não se apresenta os pêsames 99 anos depois de um genocídio”, avalia o órgão.
 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.