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Mundo

Robô volta a vasculhar área onde pode ter caído o Boeing desaparecido

media Bluefin-21, submarino teleguiado dos EUA que foi acionado para vasculhar uma parte do oceano Índico em busca de destroços do avião da Malaysia Airlines desaparecido há mais de um mês. REUTERS/Australian Defence Force/Handout via Reuters

O robô submarino Bluefin-21, usado na busca dos destroços do Boeing da Malaysia Airlines, volta a vasculhar a área de buscas nesta terça-feira (15), mas sua trajetória será modificada para facilitar sua imersão, segundo as autoridades australianas. A região se situa a 2312 quilômetros ao noroeste de Perth, na costa australiana.

As missões do Bluefin 21 duram apenas 24 horas, explicou o chefe das operações, Angus Houston, ex-chefe da forças armadas australianas. O robô precisa de duas horas para descer, 16 horas para vasculhar a área e quatro para analisar os dados coletados.

Nesta terça-feira, o robô ficou submerso apenas 6 horas na área de buscas no fundo Oceano Índico. A operação teve que ser interrompida após esse período porque o aparelho já havia atingido o seu limite máximo de profundidade, quase 4.500 metros. Mas as equipes haviam calculado que a profundidade era de 4200, e esse erro fez com que o submarino voltasse automaticamente à superfície.

O Bluefin-21 é um robô de quase 5 metros de comprimento, equipado com um sonar. Caso o aparelho capte um sinal, o equipamento volta à superfície equipado com uma câmera e retorna ao fundo do mar. O trabalho das equipes de busca é lento porque a tecnologia não permite que ele esteja equipado de uma sonda e de uma câmera ao mesmo tempo.

A área de buscas onde o navio Ocean Shield concentra as operações tem cerca de 40 quilômetros quadrados e está situada a cerca de 2312 quiômetros a noroeste de Perth, no litoral ocidental australiano.

Operação vai se concentar na busca de destroços

A Austrália anunciou ontem que a operação de buscas do avião desaparecido desde o dia 8 de março, com 239 pessoas a bordo, vai se concentrar agora na tentativa de identificação visual dos destroços.

A aeronave deixou Kuala Lampur em direção a Pequim, mas sumiu dos radares cerca de uma hora depois. Os pilotos mudaram de rota, por uma razão ainda desconhecida.As caixas-pretas pararam de emitir sinais sonoros há quase uma semana. O último ruído foi captado há seis dias.

O navio também detectou no domingo uma mancha de combustível na área de buscas, na região onde os sinais foram detectados. As equipes coletaram dois litros do material, mas os resultados só serão divulgados dentro de uma semana, disse Houston.

As equipes de buscas continuam otimistas, já que missões de outros acidentes foram bem-sucedidas. As caixas-pretas do voo AF 447, por exemplo, foram encontradas dois anos após o acidente, e o avião caiu em uma área geograficamente mais complexa para as equipes.
 

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