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Relatório sobre clima pede revolução energética radical

Relatório sobre clima pede revolução energética radical
 
Cientistas e representantes políticos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas reuniram-se em Berlim REUTERS/Steffi Loos

O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática das Nações Unidas (IPCC) apelou para que a comunidade internacional realize uma revolução energética radical, investindo em fontes renováveis e abrindo mão de combustíveis fósseis para evitar que o aquecimento global cause consequências mais sérias e que a saída para uma catástrofe climática se torne cada vez mais difícil e mais cara.

do correspondente da RFI em Berlim

O relatório divulgado neste domingo (13) em Berlim, intitulado Mudança Climática 2014: Mitigação da Mudança de Clima, foi elaborado por especialistas de todo o mundo e vinha sendo discutido esta semana por representantes de diversos governos reunidos na capital alemã.

Os cientistas pedem que se aja o mais rápido possível para se evitar o pior. Segundo o documento, o mundo só poderá alcançar a meta de limitar a 2º celsius o aquecimento global antes de 2050 se reduzir entre 40% e 70% suas emissões de gases de efeito estufa. E isso, segundo os especialistas das Nações Unidas, deve ser obtido especialmente com investimentos no setor energético. Investimentos esses que eles acreditam que não deverão ser muito caros, principalmente em comparação com os altos prejuízos causados pelo efeito estufa.

Energia nuclear é recomendada

Esta revolução energética que o painel pede deve incluir o abandono de combustíveis fósseis poluentes e a utilização de fontes mais limpas para manter sob controle o efeito estufa, que poderá provocar um aumento da temperatura do planeta entre 3,7ºC e 4,8ºC antes de 2100, um nível catastrófico, segundo os cientistas.

O documento pede que os combustíveis que provocam emissão de gases de efeito estufa, como carvão e derivados do petróleo sejam abandonados em favor de fontes limpas, como energia eólica, solar, hidrelétrica, biomassa. A controversa energia nuclear também é citada como uma fonte de energia limpa em que se deve investir, segundo o documento. De acordo com o relatório, é preciso, além de diminuir as emissões de gases de efeito estufa, "triplicar ou quase quadruplicar" o uso de fontes energéticas renováveis.

Reações positivas

Em uma primeira reação, a comissária europeia para o clima, Connie Hedegaard, pediu que os Estados Unidos e a China, os países mais poluentes do mundo, se comprometam em relação à proteção climática. Ela anunciou que a União Europeia adotará neste ano um ambicioso programa de redução de suas emissões até 2030.

Já o secretário de Estado americano, John Kerry, declarou que o combate ao aquecimento é uma questão de falta de vontade mundial, e não de capacidade. Ele disse que o relatório da ONU é “um chamado de alerta” e pediu mais investimentos no setor de energias renováveis.
O governo alemão recebeu o relatório como uma confirmação de que a aposta alta que o país vem fazendo nas energias renováveis nos últimos anos está certa. A ministra alemã do Meio Ambiente, Barbara Hendricks afirmou que a Alemanha está dando um exemplo prático de como funciona a proteção do clima em um país industrial.
 


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