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Mundo

Rússia já ocupou 189 bases militares ucranianas na Crimeia

media Ucranianas entoam o hino nacional durante manifestação pela unidade do país, na Praça da Independência, em Kiev. REUTERS/Gleb Garanich

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou neste domingo (23) que a bandeira russa foi hasteada em 189 instalações militares ucranianas na Crimeia, região autônoma anexada oficialmente na sexta-feira por Moscou. O premiê ucraniano, Arseniy Iatseniuk, declarou que não vai participar da reunião do G7 para tratar sobre a situação no país, amanhã e terça. O encontro foi convocado por Barack Obama e ocorrerá em Haia, Holanda, à margem da Cúpula de Segurança Nuclear.

Depois de vários dias de invasões armadas a bases militares ucranianas na Crimeia, hoje o Ministério da Defesa russo publicou um primeiro balanço sobre a situação na península. Conforme um comunicado, “a bandeira da Federação da Rússia foi hasteada em 189 unidades e instituições militares das Forças Armadas ucranianas estacionadas no território da República da Crimeia”. Somente ontem, pelo menos quatro bases foram tomadas em diversas partes da região.

O secretário do Conselho de Segurança Nacional e de Defesa ucraniano, Andrei Parubi, garante que as tropas russas de Vladimir Putin estão preparadas para atacar a Ucrânia “a qualquer momento”. “O alvo de Putin não é a Crimeia, mas toda a Ucrânia (...) Suas tropas mobilizadas na fronteira estão preparadas para atacar a qualquer momento”, declarou Parubi diante de milhares de pessoas no centro de Kiev. Elas participavam de uma manifestação pela “unidade nacional”.

“O invasor pode cruzar a fronteira em qualquer dia. Na imaginação maníaca de Putin, a Ucrânia deve fazer parte da Rússia”, acrescentou.

Já o Ministério russo da Defesa indicou que vai respeitar os acordos relativos ao número de tropas nas zonas na fronteira com a Ucrânia. “O Ministério russo da Defesa respeita todos os acordos internacionais sobre a limitação do número de tropas nas regiões fronteiriças”, declarou o vice-ministro Anatoli Antonov, citado pela agência Ria Novosti.

Fim da cooperação militar

O dirigente ainda lamentou que a França e a Alemanha tenham suspendido a cooperação militar com Moscou, e avaliou que a decisão sofreu influência dos Estados Unidos. “É evidente que a famosa solidariedade atlântica levou os nossos parceiros franceses e alemães a fazer declarações duras sobre a Rússia”, declarou Antonov, citado pela agência oficial Itar-Tass.

Franceses e alemães tomaram a decisão de suspender a cooperação militar em represália à anexação da Crimeia, considerada ilegal pela União Europeia. Antonov acrescentou que o fim “dos contatos e trocas entre as autoridades militares reduz a zero as tendências positivas desenvolvidas nos últimos anos, inclusive a cooperação sobre o Afeganistão, o diálogo sobre a transparência da atividade militar e a cooperação técnica”.

Premiê não irá a cúpula

Enquanto isso, o primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Iatseniuk, anunciou que não vai à reunião das potências do G7 e da União Europeia para debater a situação na Ucrânia, na segunda e terça-feiras em Haia (Holanda). O encontro acontecerá à margem da Cúpula de Segurança Nuclear, e foi um convite do presidente americano, Barack Obama.

O premiê afirmou que precisa concluir os diálogos com uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que se encontra em Kiev para analisar um eventual plano de ajuda financeira ao país, em grave crise econômica. “Eu cancelo a minha viagem para Haia. É preciso continuar as negociações para encaminhar o programa previsto com o FMI”, disse o premiê, ao abrir uma reunião do Conselho de Ministros.

A missão do Fundo Monetário Internacional está em Kiev desde o dia 4 de março. A Ucrânia pede um empréstimo de pelo menos 15 bilhões de dólares à instituição, para evitar a falência. A fase de diagnósticos sobre o estado da economia do país se encerrou no dia 14 março, e desde essa data os representantes do FMI negociam as condições de um acordo com o governo ucraniano. A conclusão da missão é esperada para terça-feira.
 

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