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Mundo

Ariel Sharon, ex-premiê israelense, morre depois de 8 anos em coma

media O estado de saúde do ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, que está em coma há quase oito anos piora, informa hospital onde está internado. REUTERS/David Furst/Files

O ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon morreu neste sábado (11), aos 85 anos, depois de ficar em coma por mais de 8 anos, vítima de um acidente vascular cerebral. O hospital Tel  Hashomer, perto de Tel-Aviv, onde ele estava internado, anunciou oficialmente seu falecimento em uma coletiva de imprensa.  

Ariel Sharon esteve no cargo de primeiro-ministro de Israel durante cinco anos, antes de sofrer um ataque cerebral."Ele partiu quando decidiu que era a hora", disse seu filho Gilad, em frente ao hospital.

A saúde de Sharon se deteriorou nas últimas semanas, depois que o ex-premiê contraiu uma septicemia e seus órgãos vitais foram parando de funcionar, de acordo com o último boletim médico publicado na quinta-feira. Sua morte era esperada pela população e as autoridades israelenses.

Político controverso, conhecido pelo seu estilo intransigente, o co-fundador do partido Likoud, em 1973, colecionava desafetos entre seus partidários e opositores. ‘’Arik’’ (diminutivo de Ariel) ficará na História como o homem que arquitetou a invasão ao Líbano em 1982, quando era ministro da Defesa.

Uma comissão de investigação oficial o considerou responsável por não ter evitado o massacre dos campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila em Beirute, em setembro de 1982, perpetrado por uma milícia cristã aliada de Israel.

Sharon foi obrigado a pedir demissão, mas isso não o impediu de ocupar diversos cargos ministeriais e se tornar premiê em 2001, depois da queda de Ehud Barak.

O então primeiro-ministro saiu enfraquecido pelo Intifada de 1999, que desencadeou uma onda de violência na região de Jerusalém.

Reeleito em 2003, Sharon também ficou conhecido como o chefe do governo que determinou a evacuação das tropas e dos colonos da Faixa de Gaza em 2005. Mais de 8 mil israelenses deixaram a região, muitos levados à força pelos militares.

O ex-premiê também chegou a ser acusado da morte de Yasser Arafat depois do cerco ao líder da OLP em Ramalá, na Cisjordânia.

Mas um ex-conselheiro afirma que Sharon ordenou que Arafat fosse transferido com vida ao hospital francês Percy de Clamart, perto de Paris, em 2004, apesar das suspeitas dele ter sido vítima de um envenenamento.

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