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Europa

UE vai suspender parte das sanções ao Irã em dezembro

media O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif (esq.), a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, e o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, em reunião no dia 9 de novembro de 2013, em Genebra. REUTERS/Jean-Christophe Bott/Pool

A União Europeia vai suspender parte das sanções contra o Irã já em dezembro. O anúncio foi feito hoje pelo chanceler francês, Laurent Fabius. A medida faz parte do acordo alcançado neste final de semana entre Teerã e as grandes potências representadas no grupo P5+1. O Irã aceitou fazer concessões no seu programa nuclear em troca de uma redução das sanções econômicas impostas ao país.

Agora, Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia, China, Alemanha (P5 + 1) e o Irã têm seis meses para chegarem a um acordo completo. O presidente francês, François Hollande, e o presidente americano, Barack Obama, consideraram essa etapa importante, mas destacaram que é apenas um primeiro passo para a reintegração do Irã na comunidade internacional e o fim de seu isolamento.

Segundo o chanceler francês, o acordo encontrado com Teerã vai impedir que o país faça "o que bem entender" na produção de urânio enriquecido, um combustível nuclear que em concentração elevada serve à fabricação de armas atômicas. Fabius afirmou que as sanções serão suspensas de forma "pontual, limitada e reversível", mas ele não detalhou em que áreas.

Economia iraniana deve ganhar novo fôlego

O acordo de Genebra é apenas o primeiro passo de um longo caminho. O Irã se comprometeu a desacelerar drasticamente seu programa nuclear e a aceitar inspeções muito mais intrusivas de suas instalações atômicas.

Em troca, algumas transações comerciais do Irã com o exterior serão novamente autorizadas e o governo poderá recuperar parte dos fundos congelados em bancos no exterior. Isso pode ajudar a aliviar a inflação que está em 40%. Mas as mudanças tão esperadas pelos iranianos só acontecerão quando as potências ocidentais decidirem levantar sanções bancárias e petroleiras. Isso só deve acontecer, se acontecer, na segunda metade do ano que vem.

Quando o Irã puder arrecadar lucros com grandes exportações de petróleo aí sim as pessoas sentirão um impacto maior no dia a dia. O acordo inicial já gerou uma primeira reação positiva do mercado. A moeda iraniana, o rial, já recuperou 3% do seu valor em relação ao dólar.

Na manhã desta segunda-feira, o preço do barril de petróleo nos mercados asiáticos caiu, outro sinal positivo do acordo.

Obama tranquiliza Netanyahu

Israel continua considerando o acordo com o Irã "um erro histórico". Ontem, o presidente Obama telefonou para o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, para tranquilizá-lo.

Uma pesquisa publicada hoje pela imprensa local revela que três quartos dos israelenses não acreditam que o Irã vá desistir dos seus objetivos nucleares.

Com a colaboração especial de Samy Adghirni, correspondente em Teerã do jornal "Folha de S.Paulo"

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