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Mundo

Doações às Filipinas não chegam a 10% das perdas estimadas

media As Nações Unidas já liberaram US$ 25 milhões de um fundo de emergência para pagar os gastos mais urgentes nas Filipinas. REUTERS/Wolfgang Rattay

O prejuízo provocado pela passagem do supertufão Haiyan pelas Filipinas supera US$ 14 bilhões, segundo as estimativas mais recentes. A ajuda internacional prometida até agora, no entanto, não chega a cobrir 10% desse valor. A maior parte corresponde a dois empréstimos de emergência de US$ 500 milhões cada, um do Banco Mundial e outro do Banco do Desenvolvimento da Ásia. A China contribuiu pouco até agora devido a um litígio territorial com Manila.

Diogo Ferreira Gomes, correspondente da RFI em Pequim

Inicialmente a China se prontificou a doar US$ 200 mil para as Filipinas, uma quantia simbólica que reflete a tensão crescente entre Pequim e Manila.

A principal causa do mau tempo entre chineses e filipinos são ilhotas no Mar do Sul da China. Disputa semelhante acontece com o Japão, mas a briga com as Filipinas também envolve interesses comerciais, por causa da zonas pesqueiras e rotas comerciais em jogo. Também há supostos recursos naturais em jogo.

Diante das críticas internacionais à doação minguada, a China aumentou o valor para US$ 1,8 milhão. Na segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores disse que estava pronto para mandar médicos à zona afetada pelo Haiyan mas que ainda não tinha recebido o aval do país vizinho.

O governo chinês ressaltou na mesma ocasião que ele mesmo determinará como vai ajudar as Filipinas, segundo as necessidades comunicadas por Manila e as medidas que forem mais urgentes.

Além de mobilizar mais de 80 aeronaves, os Estados Unidos já enviaram mais de US$ 36 milhões em ajuda humanitária às Filipinas, metade do que a ONU conseguiu arrecadar. O Reino Unido já doou US$ 24 milhões; a União Europeia, US$ 18 milhões; e o Japão, US$ 11 milhões.

O supertufão tocou o centro das Filipinas há duas semanas e varreu o mar em um fenômeno parecido com um tsunami. A ONU teme o agravamento da crise humanitária no país, onde entre 10 e 12,9 milhões de pessoas precisam de assistência. A última estimativa fala em cerca de quatro mil mortos e 1,2 mil desaparecidos, além de quatro milhões de desabrigados.

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