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Mundo

Irã desacelera expansão de seu programa nuclear, diz AIEA

media Sede da Agência Internacional de Energia Atômica em Viena na Áustria D. Calma/IAEA

O Irã freou nos últimos três meses a expansão de seu programa nuclear, informou um relatório lançado nesta quinta-feira pela Agência Internacional de Energia Atômica. Apenas quatro novas centrífugas estavam em atividade na usina de Natanz e a taxa de produção de urânio enriquecido a 5 e a 20% não aumento no período, precisou a agência da ONU no relatório. Teerã também não iniciou a opreação da centrífuga de nova geração IR-2M nem avançou significativamente na construção do reator IR-40, que está sendo construído em Arak.

A IR-2M permitiria ao Irã alcançar em menos tempo a quantidade necessária de urânio enriquecido para obter a bomba atômica. O reator forneceria plutônio, que poderia funcionar como alternativa ao urânio para a obtenção da arma nuclear.

De acordo com um responsável pelo relatório que falou sob condição de anonimato, não há razão técnica para este congelamento, é evidentemente uma escolha política. Faz sentido: os últimos três relatórios constataram respectivamente as instalações de 2.255, 886 e 1.861 novas centrífugas em Natanz.

Este é o primeiro relatório desse tipo depois da eleição do presidente Hassan Rohani em agosto e sai poucos dias antes de uma nova rodada de negociações em Genebra entre a república islâmica e o grupo dos cinco mais um, formado por China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha. Reuniões similares aconteceram intensamente na semana passada, mas os países não conseguiram chegar a um acordo sobre o polêmico programa nuclear iraniano.

Obama pró-diálogo
O presidente Barack Obama pediu hoje ao Congresso norte-americano que dê um voto de confiança ao Irã. Em outras palavras, ele recomendou que os congressistas não imponham novas sanções econômicas enquanto Teerã estiver comprometido com as negociações sobre seu programa nuclear. Em uma coletiva de imprensa concedida na Casa Branca, ele disse que o Congresso deve verificar "se a primeira fase do acordo será aplicada de forma satisfatória". Para ele, "não há motivos para acrescentar sanções àquelas que já existem, que são muito eficientes e forçaram os iranianos a negociar".

Em troca de uma paralização do programa nuclear e da submissão da república islâmica a inspeções mais profundas, os Estados Unidos atenuariam "levemente a margem" das restrições, mas manteriam seu núcleo: aquelas que são mais eficazes e que têm maior impacto sobre a economia iraniana. Principalmente, as que visam os setores petrolífero, bancário e financeiro.

Obama disse que isso possibilitará "ver até que ponto eles são sérios. Se em seis meses, eles mostrarem o contrário, as sanções podem ser restabelecidas imediatamente". De acordo com ele, "se os Estados Unidos querem realmente resolver essa questão pela via diplomática - e a opção militar é sempre complicada - não há razão para novas sanções". Ele afirmou no entanto, que todas as opções estão na mesa para garantir que o Irã não desenvolva a arma nuclear.

 

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