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Mundo

Governo das Filipinas decreta estado de calamidade nacional

media Sobreviventes do supertufão Haiyan em Tacloban, nas Filipinas, aguardam a ajuda internacional. REUTERS/Erik De Castro

Cinco dias depois da passagem do supertufão Haiyan pelas Filipinas, as equipes de resgate ainda não tiveram acesso a várias cidades devastadas nas ilhas de Leyte e Samar. Sobreviventes dormem sobre os destroços de suas casas destruídas, sem comida, remédios e água potável.  

Ontem à noite, o presidente filipino, Benigno Aquino, decretou estado de calamidade nacional, o que permite ao governo controlar os preços e acelerar o desbloqueio de verbas. Em mensagem na televisão, Aquino pediu calma à população e assegurou que a ajuda vai chegar. Estima-se que o tufão Haiyan tenha atingido direta ou indiretamente, 10% da população do país. Ou seja, cerca de 10 milhões de pessoas. Pelo menos 660 mil habitantes perderam suas casas e buscam desesperadamente fugir das áreas devastadas.

Centenas de pessoas passaram mais uma noite no aeroporto internacional de Tacloban à espera de voos. Na região, uma das mais atingidas, os sobreviventes convivem com o odor de corpos em decomposição e muitos deles se armaram para saquear comércios e até casas atrás de comida.

O diretor da coordenação de Assuntos humanitários da ONU, John Ging disse que a instituição teme o pior. Ao ter acesso aos locais devastados, as equipes humanitárias encontram pilhas de cadáveres amontoados, o que deve aumentar o saldo total de vítimas fatais. Uma depressão tropical com chuvas fortes é esperada hoje no sul das Filipinas, podendo provocar novas inundações e dificultar ainda mais a ajuda aos sobreviventes.

Mobilização internacional

Navios britânicos e americanos estão sendo aguardados na região central do país além de um avião canadense. O Pentágono já autorizou o envio do porta-aviões George-Washington com 5 mil militares e 80 aviões que estava em Hong Kong para levar mantimentos e remédios aos filipinos.

O PAM (Programa Alimentar Mundial) da ONU enviou por avião 40 toneladas de alimentos para 120 mil pessoas e também equipamentos para telecomunicação. A Comissão Europeia participa com técnicos para operações de socorro e com um total de 3 milhões de euros (R$ 9 milhões) em caráter de ajuda de urgência.

 

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