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Mundo

Israelenses e palestinos retomam rodada de negociações

media Canteiro de obras de uma nova colônia judaica em Pisgat Zeev, no dia 12 de agosto de 2013. REUTERS/Amir Cohen

Israelenses e palestinos retomam nessa quarta-feira em Jerusalém as negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos, depois de quase três anos de impasse. Na noite de terça-feira, 26 prisioneiros palestinos foram libertados, como parte das condições para o diálogo.

Dois ônibus deixaram a prisão de Ayalon, próxima de Tel Aviv. Um veículo levando a bordo 14 presos palestinos se dirigiu ao norte da Faixa de Gaza, enquanto o segundo, com 12 prisioneiros originários da Cisjordânia, seguiu para as proximidades de Ramallah, onde devem ser recebidos com uma cerimônia. Essa é a primeira libertação realizada pelo Estado judaico da lista contendo 109 presos palestinos, uma das exigência estabelecidas no acordo para desbloquear o diálogo entre israelenses e palestinos.

Em visita ao Brasil nesta terça-feira, o secretário de Estado americano, John Kerry, principal mediador do processo, garantiu que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, está engajado em continuar o diálogo com o governo israelense, mesmo depois do anúncio feito na mesma data sobre a construção de mais 942 casas em colônias de Jerusalém Oriental. A nova onda de colonização no local onde os palestinos querem estabelecer a capital de seu Estado, provocou protesto e reações indignadas de líderes políticos.

Em uma conferência de imprensa ao lado do ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, Kerry afirmou que as construções são "ilegítimas" e reforçou a urgência de estabelecer um acordo entre as duas partes sobre as fronteiras e a segurança. A iniciativa também foi criticada pela União Europeia.

No domingo, Israel havia revelado outro aumento nas ocupações, representando um total de mais de 3 mil novos imóveis anunciados às vésperas da retomada do processo de paz. Segunda a imprensa israelense, a decisão por mais colônias foi tomada para acalmar a aliança dirigida pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Kerry no Brasil

O chefe da diplomacia americana, ficou apenas 24 horas no Brasil, nessa que é sua primeira visita ao país desde que assumiu o cargo em fevereiro. Na pauta do encontro com as autoridades brasileiras, o chefe da diplomacia americana tratou da polêmica sobre espionagem conduzida pelos Estados Unidos, de acordo com as revelações feitas pelo ex-consultor da CIA, Edward Snowden, e também acertou os detalhes da visita que a presidente Dilma Rouseff fará em outubro à Casa Branca.

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