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Mundo

Israel anuncia a construção de 1200 casas nos territórios ocupados

media Em plena retomada do processo de paz, as autoridades israelenses anunciaram a construção de mais mil casas na Cisjordânia Reuters/Ronen Zvulun

O Ministério israelense da Habitação anunciou neste domingo a abertura de uma licitação para a construção de 1200 casas nos assentamentos da Cisjordânia e leste de Jerusalém, três dias antes de uma nova rodada de negociações no processo de paz com a Palestina. Para os palestinos, a decisão mostra que Israel "não leva a sério o diálogo."

De acordo com um comunicado divulgado pelos israelenses, o edital será publicado ainda hoje, e prevê a construção de 793 casas no leste de Jerusalém e 394 na Cisjordânia. O ministro da Habitação Uri Ariel, que integra o partido nacionalista religioso Foyer Juif, rejeitou as críticas internacionais que questionam a legalidade das obras e o fato da decisão ser um obstáculo para a obtenção da paz com os palestinos.

"Nenhum país no mundo aceita que outros países decidam onde eles podem construir ou não", declarou. "Daremos continuidade aos projetos e às obras em todo o país", disse. No leste de Jerusalém, as novas habitações serão construídas em Har Homa e Gilo, no sul da cidade, e em Pisgat Zeev, no norte. Na Cisjordânia, estão previstas obras nos assentamento de Ariel, Maaleh Adoumim, Efrata e Beitar.

A decisão é anunciada apenas três dias antes da segunda rodada de negociações entre israelenses e palestinos, que voltaram a dialogar em julho, depois de quase três anos de interrupção. De acordo com o departamento de Estado americano, que faz a mediação, um novo encontro está marcado para o dia 14 de agosto em Jerusalém.

Os palestinos reagiram imediatamente ao anúncio, denunciando o pouco caso dos israelenses. "É claro que o governo israelense só está interessado na construção de assentamentos ilegais, renunciando aos esforços dos americanos e da comunidade internacional", disse o negociador palestino Mohammad Chtayyeh.

Prisioneiros palestinos podem ser liberados em breve

Paralelamente, a ministra da Justiça e chefe dos negociadores israelenses, Tzipi Livni, deve se encontrar com o ministro da Defesa Moshe Yaalon e o ministro das Ciências e Tecnologias Yaakoy Peri ainda neste domingo para aprovar a liberação de um primeiro grupo de 26 prisioneiros palestinos. No total, 104 prisioneiros detidos antes dos acordos de Paz de Oslo, em 1993, devem ser liberados progressivamente, em função do avanço das negociações.
 

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