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Mundo

ONU acredita que armas químicas foram usadas na Síria

media Paulo César Pinheiro, presidente da comissão de investigação internacional da ONU. REUTERS/Ruben Sprich

A comissão de investigação internacional da ONU sobre a Síria, chefiada pelo brasileiro Paulo Sergio Pinheiro, afirmou hoje ter "motivos razoáveis" de pensar que armas químicas foram utilizadas "em quantidade limitada" no conflito sírio tanto pelas tropas oficiais quanto pelos rebeldes.

Os 20 integrantes da comissão não tiveram acesso ao território sírio, mas ouviram 430 pessoas entre meados de janeiro e maio, em países vizinhos ou na própria síria via teleconferência. O presidente da comissão, Paulo Sergio Pinheiro, disse, porém, que não foi possível determinar com precisão os produtos químicos utilizados.

"Existem motivos razoáveis para crer que foram usadas quantidades limitadas de produtos químicos tóxicos. Não foi possível, na evidência disponível, determinar precisamente os agentes químicos utilizados, seus sistemas de entrega ou o autor do crime", disse o brasileiro Paulo Pinheiro, que chefia a comissão de inquérito da ONU.

De acordo com as investigações da ONU, o Exército sírio é apontado com mais frequência como tendo utilizado o armamento tóxico. Pelo menos quatro ataques com armas químicas teriam ocorrido em março e abril passados, segundo os relatos feitos por vítimas, médicos e outras testemunhas.

Até o momento, os resultados permaneceram inconclusivos. A comissão enfatiza que será preciso que uma equipe de especialistas nomeada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tenha acesso pleno à Síria para apurar todas as denúncias.

Reunião

O Executivo europeu e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, discutem a situação da Síria hoje durante a cúpula Rússia União-Europeia na cidade de Ekaterimburgo, nos Montes Urais. Representando o bloco europeu, Herman Van Rompuy, José Manuel Durão Barroso e a chefe da diplomacia Catherine Ashton.

Moscou, principal aliado do regime de Bashar al-Assad, na Síria, bloqueou no fim de semana um projeto de declaração do Conselho de Segurança da ONU proposto pelo Reino Unido sobre a violência em Qouseir, cidade estratégica disputada pelas forças pró e antirregime.
 

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