Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/07 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 22/07 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 22/07 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 22/07 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 22/07 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 21/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 21/07 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

Borboletas apresentam mutação genética após Fukushima

media Cientistas japoneses observaram mutações genéticas em borboleta da região de Fukushima. Flickr/didier.bier

Cientistas japoneses alertam em pesquisa que três gerações de uma espécie de borboleta nos arredores de Fukushima sofreram mutação genética após o acidente nuclear de março do ano passado. A descoberta aumenta os temores de que a radioatividade possa afetar outras espécies, inclusive humanos.

Quase 12% das pequenas borboletas azuis da família das Lycaenidae expostas à radioatividade ainda em estado de larva durante a catástrofe nuclear de março de 2011 desenvolveram anomalias, em especial asas menores e uma má-formação dos olhos, segundo o estudo publicado na Scientific Reports, edição virtual da revista Nature.

Insetos capturados em uma área próxima da central de Fukushima Daiichi dois meses depois do acidente reproduziram em laboratório. No total, 18% da nova geração desenvolveu problemas semelhantes, afirmou Joji Otaki, professor da Universidade Ryukyu de Okinawa.

A terceira geração apresentou proporção maior ainda: 34%. Isso apesar de os cientistas terem utilizado borboletas saudáveis de outra região para acasalar com os espécimes de Fukushima. Seis meses depois do desastre, um novo lote de borboletas produziu uma geração com taxa de anomalia de 52%.

Resultados similares foram obtidos pelos mesmos cientistas com uma população de borboletas não afetadas, que sofreram exposição em laboratório de doses muito baixas de radioatividade. Mas os especialistas advertem que os resultados devem ser considerados com precaução, pois o efeito observado foi comprovado, até o momento, apenas em borboletas.

Nenhuma pessoa morreu por ação direta da radiação liberada pelo acidente de Fukushima, mas os japoneses temem consequências similares aos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki. Os efeitos da radiação foram transmitdos a várias gerações após o lançamento das bombas atômicas pelos Estados Unidos em agosto de 1945.
 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.