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Mundo

Trânsito de Vênus permite que cientistas coletem dados sobre o planeta

media Avião passa sobre Viena nesta imagem que mostra o trânsito do planeta Vênus entre o Sol e a Terra, nesta quarta-feira. REUTERS/Heinz-Peter Bader

A passagem do planeta Vênus entre o Sol e a Terra, um fenômeno raro que acontecerá de novo somente em 2117, foi observado com atenção por cientistas do mundo inteiro, apesar de o mau tempo ter prejudicado a visibilidade em vários países. Os astrônomos aproveitaram a ocasião para estudar a atmosfera de Vênus.

 

A passagem do planeta diante do Sol começou a ser visível nesta terça-feira pouco após as 19h (horário de Brasília) no céu límpido da América do Norte, da América Central e da parte norte da América do Sul.
A observação foi encerrada no amanhecer desta quarta-feira na Europa, no Oriente Médio e no sul da Ásia. Na maior parte do continente sul-americano e na parte Oeste e Sudoeste da África o fenômeno não pôde ser observado diretamente.

"Não é como um eclipse, quando o sol é totalmente escondido. O diâmetro de Vênus é um centésimo do diâmetro do sol, então é somente um ponto que se superpõe ao disco solar e se desloca", explicou hoje Fred Watson, do Observatório astronômico australiano.

A Austrália, descoberta no século 18 pelo explorador britânico James Cook após uma missão de observação de Vênus no Pacífico, era o melhor lugar para assistir ao fenômeno, com quase sete horas de visibilidade no leste e no centro do país.

Em compensação, as condições de observação não estiveram boas em grande parte do leste da China, devido a um céu encoberto por nuvens, e no leste do Japão, por causa da aproximação de um tufão.

Europa

Os europeus, que tiveram que esperar o amanhecer desta quarta-feira para tentar observar o final da passagem de Vênus diante do Sol, também enfrentaram condições meteorológicas adversas.

O mau tempo atrapalhou o trabalho dos astrônomos baseados na capital francesa, que não puderam ver nada, mas o Observatório de Paris enviou cientistas a vários pontos do mundo para maximizar as chances de observação.

No Taiti, na Polinésia Francesa, cerca de cem cientistas vindos do mundo inteiro se reuniram para observar o fenômeno. Em Svalbard, a região mais setentrional da Noruega, um grupo de cientistas do programa Venus Express, a única sonda que orbita em torno do planeta, afirmou ter coletado vários dados durante toda a passagem de Vênus, apesar das nuvens que dificultaram a observação. O telescópio espacial Hubble da Nasa também foi utilizado para analisar o fenômeno.

"No século 21, utilizamos a passagem de Vênus diante do Sol para estudar a atmosfera de Vênus", explicou Claude Catala, do Observatório de Paris. "O segundo interesse científico principal é desenvolver as técnicas de observação dos planetas extra-solares (aqueles que orbitam em torno de estrelas que não o Sol)", acrescentou.

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