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Mundo

Senegaleses vão às urnas para escolher novo presidente

media Neste domingo, senegaleses vivem o segundo turno das eleições presidenciais entre os candidatos Wade e Sall. REUTERS/Youssef Boudlal

Mais de 5 milhões de pessoas vão às urnas nesse domingo no Senegal para o segundo turno das eleições presidenciais do país. O ex-presidente Abdoulaye Wade, de 85 anos, no poder desde 2000, enfrenta seu ex-primeiro-ministro, Macky Sall, de 50 anos, atual favorito tendo o apoio dos 12 candidatos derrotados, de organizações da sociedade civil e movimentos jovens.

Wade, no entanto, venceu o primeiro turno com 34,81% dos votos prometendo a modernização de infraestruturas, como estradas e o porto de Dacar, além da aplicação de 40% do orçamento na educação. Ele pede mais três anos para poder concluir as obras em andamento como a do aeroporto internacional de Diass.

Já Sall, do partido Aliança para a República (APR), se comprometeu a realizar uma verificação completa das contas públicas caso eleito. Em seu programa intitulado «Yoonu Yokkuté», (O caminho para o desenvolvimento), ele propõe uma série de medidas sociais e a criação de meio milhão de empregos para os jovens. O candidato da frente anti-Wade teve 26,58% de aprovação na primeira rodada do 26 de fevereiro, quando pouco mais da metade do eleitorado compareceu as seções eleitorais.

Diante dos incidentes violentos entre partidários dos dois candidatos que antecederam o primeiro turno e deixaram ao menos dez mortos, apelos de calma e transparência foram lançados. Na sexta-feira a campanha eleitoral se encerrou sem incidentes. Cerca de 300 observadores europeus e africanos acompanham o segundo pleito.

O país localizado na África do Oeste, se tornou um exemplo de estabilidade política, numa região marcada pela insegurança, como demonstra o golpe de estado que vive o Mali, há dois dias. Uma junta militar derrubou o governo do presidente Amadou Touré a cinco semanas das eleições presidenciais, suspendendo a constituição, dissolvendo instituições e fechando fronteiras. A ação provocou críticas e retaliações da União Europeia, Estados Unidos e União Africana que querem o retorno do governo civil.
 

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