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Mundo

Autoridades de Honduras iniciam processo de identificação das vítimas de incêndio

media Bombeiros carregam cadáver na prisão de Comayagua, em 15 de fevereiro de 2012. Reuters

As autoridades de Honduras iniciaram nesta quinta-feira o processo de identificação das 355 vítimas do incêndio na colônia penal em Comayagua, no centro do país. Os primeiros 115 corpos foram transportados na noite desta quarta-feira para o necrotério de Tegucigalpa, e outros 146 chegaram ao local nesta quinta-feira.

Segundo o ministro da Segurança Pública, Pompeyo Bonilla, a polícia deve dar início à identificação dos corpos ainda nesta quinta-feira. "É um processo complicado, mas nós temos o apoio de outros países", declarou. Segundo ele, diversos especialistas chegaram hoje do Chile, Estados Unidos, Guatemala e Salvador. O número de mortos ainda pode aumentar, segundo as autoridades. A maioria dos 496 sobreviventes foi transportada para um local secreto, antes de serem enviados para um centro de detenção.

De acordo com as autoridades, o estado dos corpos, que estão na sua maioria carbonizados, torna a identificação difícil. Eles morreram, em grande parte, asfixiados pela fumaça, tentando se jogar nas duchas e nas pias para apagar o fogo. As famílias das vítimas foram conduzidas de ônibus até a capital, Tegucipalpa, e foram hospedadas em hotéis à espera da identificação dos cadáveres. ‘O governo e o estado trabalham juntos para dar o apoio necessário às famílias’, declarou o ministro.

O inquérito sobre o incêndio foi aberto por uma comissão especial, segundo o porta-voz da polícia nacional, Ivan Mejia. "A investigação deve durar meses", declarou. As autoridades ainda não descartaram a hipótese de detento ter colocado fogo intencionalmente em um colchão, o que teria desencadeado a tragédia, uma dos piores ocorridas em uma penitenciária nos últimos dez anos. Nesta quinta-feira, a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, disse que vai pedir uma investigação. Há denúncias de que alguns policiais atiraram nos presos quando eles tentavam deixar as celas.
 

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