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Geral

Junta militar egípcia indica ex-premiê para formar governo

media O ex-primeiro-ministro egípcio, Kamal el Ganzouri, indicado pela junta militar no poder no Egito para formar um novo governo.

O ex-primeiro-ministro egípcio Kamal el Ganzouri foi indicado pela junta militar no poder no Egito para formar um novo governo no país, depois de vários dias de manifestações. O anúncio foi feito nesta quinta-feira por canais de televisão egípcios.

Ganzouri foi primeiro-ministro entre 1996 e 1999, durante o governo de Hosni Moubarak, e ministro do Planejamento. Ele tentou melhorar as relações entre seu país, o Banco Mundial e o FMI. Depois da revolta popular que causou a queda de Moubarak, Ganzouri se distanciou do então mandatário. O novo primeiro-ministro substituirá Essam Sharaf, cuja demissão tinha sido aceita pelos militares.

Mas a junta militar afastou, uma vez mais, a hipótese de deixar imediatamente o poder como pedem os manifestantes da Praça Tahrir, no Cairo, e não confirmou a nominação de Ganzouri. Segundo meios de comunicação egípcios, muitos candidatos foram recebidos durante o dia de hoje e as consultas continuam. As eleições legislativas estão marcadas para segunda-feira.

A possível nominação do economista de 78 anos não convenceu os manifestantes e novos protestos foram convocados para sexta-feira, no Cairo. A crise é a mais grave enfrentada pelos militares desde que eles tomaram a direção do país depois da demissão de Moubarak, em fevereiro.

Trégua

A polícia egípcia e os manifestantes anunciaram uma trégua nesta quinta-feira, depois de cinco dias de violências que resultaram na morte de pelo menos 39 pessoas no país. Apesar da trégua, milhares de pessoas continuam ocupando a praça Tahrir, mantendo a pressão para os militares deixarem o poder.

A junta militar, que dirige o Egito desde a queda de Hosni Moubarak, em fevereiro, se desculpou pela morte dos manifestantes e prometeu que iria indenizar as famílias das vítimas. A junta também declarou que irá abrir um inquérito para averiguar as circunstâncias das mortes, e excluiu um adiamento das eleições legislativas, previstas para segunda-feira. Um dos responsáveis, Mokhtar al Moullah, declarou que respeitava a opinião dos manifestantes, mas ela não representa, disse, "o ponto de vista da população egípcia".

Na quarta-feira, a comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu a abertura de uma investigação independente sobre a violência dos últimos dias.

As autoridades afirmam que não utilizam balas reais contra os manifestantes. O ministro do Interior declarou que franco-atiradores abriram fogo a partir de imóveis que ficam em torno da praça Tahrir. Os manifestantes acusam a junta militar de ter contratado esses homens para prejudicar o movimento de contestação.

 
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