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Mundo

Reunião sobre clima no Panamá mostra avanços, diz ONU

media Christiana Figueres, secretária-executiva da ONU, em 6 de junho em Bohn. Reuters/Ina Fassbender

Os representantes das Nações Unidas para o clima encerraram uma semana de discussões no Panamá com esperanças de obter um acordo para em novembro, na conferência de Durban, na África do Sul. O documento poderia substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012, para diminuição da emissão de gases poluentes na atmosfera.

Depois de sete dias de debate, os negociadores da ONU acreditam que há poucas chances de obter um consenso em Durban, mas a conferência anual poderá delinear as bases de um novo tratado na luta contra o aquecimento global para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Esse documento teria o apoio da China e dos Estados Unidos, segundo a secretária executiva da CCNUCC (Convenção das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas), Christiana Figueres. "Os países estão decididos a se engajar em um novo processo, entre eles a China e os Estados Unidos." Um grande avanço, já que ambos são os maiores poluidores do planeta.

Depois do fiasco da Conferência de Copenhague, em 2009, os negociadores não conseguiram conciliar as divergências entre os países em desenvolvimento, que pedem uma extensão do protocolo de Kyoto apenas para as nações mais industrializadas, que por sua vez exigem um esforço similar dos emergentes na redução dos gases que causam o efeito estufa.

A primeira fase do protocolo expira em 2012, e a comunidade internacional estipulou um prazo até 2013 para obter um novo acordo. No documento, assinado em 2007, os países se comprometem a respeitar os objetivos de redução das emissões, mas as nações que ratificaram o documento são responsáveis por menos de um terço da poluição gerada pela atividade humana. Os Estados Unidos não assinaram o acordo, e provavelmente não assumirão nenhum compromisso em Durban. Entre os desenvolvidos, apenas a União Europeia se manifestou favoravelmente à extensão do protocolo, mas durante a reunião seus negociadores ressaltaram que seria inútil assinar um acordo que leva em conta apenas 15% das emissões mundiais.
 

 
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