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Mundo

Funcionários entram pela primeira vez dentro do reator

media Funcionários da "Tokyo Electric Power Co" na Central de Fukushima, 24 de maio de 2011;. Reuters

No Japão, funcionários da usina nuclear de Fukushima entraram hoje pela primeira vez, desde o terremoto e o tsunami de 11 de março, nas instalações do reator número 1. Segundo a Tepco, administradora da usina, eles vão instalar um sistema de ventilação para resfriar o reator, mas devido ao risco de contaminação, cada um ficará no máximo 10 minutos no interior do prédio.

Equipados com material de proteção e máscaras de oxigênio, os dois funcionários entraram no reator na manhã desta quinta-feira para instalar o sistema de ventilação para baixar o nível de radiação, etapa necessária para dar criar condições de iniciar os trabalhos de reparação.

“Enviamos trabalhadores em pequenos grupos por um período máximo de 10 minutos para evitar a exposição à radiação”, explicou Satoshi Watanabe, porta-voz da Tepco.

A operadora da central de Fukushima, localizada a 250 quilômetros ao norte de Tóquio, espera concluir o resfriamento dos reatores até janeiro de 2012.

"As operações foram bem sucedidas e ocorreram sem maiores problemas", afirmou outro porta-voz da Tepco. “As radiações às quais os funcionários foram expostos estavam em um nível menor que esperávamos”, acrescentou.

O objetivo da empresa é manter o funcionamento do sistema de limpeza do ar durante alguns dias para reduzir o nível de radiação a cerca de um vigésimo do nível atual dentro do reator. O limite legal de radiação autorizado para os trabalhadores da usina foi elevado para 250 millisieverts por ano após o acidente de Fukushima, contra 100 anteriormente.

Desculpas

Cerca de 80 mil pessoas foram retiradas de suas casas em uma área de cerca de 20 quilômetros em torno da central nuclear de Fushima devido à níveis de radiação elevados.

Cerca de dois meses após o terremoto, muitos habitantes que perderam tudo devido ao acidente nuclear, classificado como nível 7, o máximo de uma escala internacional de gravidade de acidentes nucleares, não escondem suas frustrações.

O presidente da Tepco, Masataka Shimizu, foi duramente criticado na quarta-feira quando foi se desculpar pelo acidente a um grupo de moradores que o acusam de falta de transparência. “Peço desculpas do fundo do meu coração. Faremos o possível para que vocês possam voltar para casa”, disse ajoelhado diante dos habitantes.

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, informou que o governo vai se pronunciar no início de 2012 sobre um eventual retorno dos moradores às suas casas.

“Se as obras avançarem como previsto, nos deveremos ter uma situação relativamente estável no início do ano quando determinaremos se as pessoas evacuadas poderão voltar para suas casas, levando-se em consideração os índices (de radiação)”, afirmou.

 

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