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Mundo

Palestinos festejam acordo de reconciliação entre Fatah e Hamas

media Palestinos vão às ruas celebrar reconciliação entre as facções rivais Hamas e Fatah. Reuters

Uma cerimônia oficializou hoje, no Cairo, o acordo de reconciliação entre as duas facções rivais palestinas: o Fatah, que governa a Cisjordânia, e o Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Centenas de pessoas saíram às ruas nos territórios palestinos para festejar. Israel declarou que o acordo é um golpe duro para a paz e uma vitória do terrorismo.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e o líder do Hamas, Khaled Mechaal, celebraram a assinatura do acordo de reconciliação no Cairo afirmando que os palestinos decidiram virar definitivamente uma página sombria de suas divisões. Mechaal declarou que o movimento islâmico vai trabalhar para a criação de um estado palestino independente e soberano na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, tendo Jerusalém como capital. Segundo Abbas, o acordo não prevê que o Hamas seja obrigado a reconhecer o estado de Israel. "Nosso único combate é contra Israel", disse o líder do Hamas.

Três deputados árabes israelenses participaram da cerimônia na capital egípicia, assim como o presidente da Liga Árabe, Amr Moussa. O acordo, negociado durante um ano e meio, vai permitir a realização de eleições legislativas e presidenciais nos territórios palestinos dentro de um ano.

Israel diz que acordo é vitória do terrorismo

Israel condenou o acordo interpalestino. Em visita a Londres, nesta quarta-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a reconciliação das facções rivais palestinas "é um duro golpe para a paz e uma grande vitória para o terrorismo". Amanhã, Netanyahu estará em Paris para discutir com o presidente Nicolas Sarkozy as negociações de paz no Oriente Médio.

O presidente palestino disse que daqui para frente Netanyahu terá de escolher entre a colonização e a paz. De acordo com Abbas, o premiê israelense utiliza a reconciliação interpalestina como uma desculpa para evitar as negociações de paz.

Abbas tem encontro na noite de hoje com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim. A Alemanha reafirmou que não pretende reconhecer unilateralmente um estado palestino, como sugere o presidente francês durante a próxima Assembleia Geral da ONU, no segundo semestre.

Palestinos festejam nas ruas

Centenas de palestinos saíram às ruas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza para celebrar a reconciliação nacional. Em Gaza, cerca de 700 manifestantes caminharam até a praça do Soldado Desconhecido, exibindo com orgulho a bandeira nacional palestina.

Os militantes do Hamas carregavam faixas verdes, a cor do movimento islâmico, enquanto os simpatizantes do Fatah hasteavam faixas amarelas, cor do partido nacionalista palestino. O jovem Mahmoud al-Riati, 20 anos, disse à agência de notícias France Presse que era a primeira vez em quatro anos que ele podia sair na rua, em Gaza, com a bandeira do Fatah. Outro ativista comentou que o dia tão esperado havia chegado; o "dia da liberação". Bachir Saleh, 48 anos, diretor de uma ong, observou que os palestinos não tinham outra escolha a não ser a reconciliação. O mesmo tom de otimismo dominou as manifestações em Ramallah, sede da Autoridade Palestina, na Cisjordânia.

Também hoje um palestino de 37 anos foi executado em Gaza, acusado de colaborar com Israel. O homem, que não teve a identidade revelada, foi condenado à pena de morte em abril por um tribunal militar. Ele foi fuzilado. Este é o terceiro suposto "espião" palestino executado pelo governo do Hamas.
 

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