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Mundo

Bruxelas destaca papel crucial das mulheres em revoltas árabes

media Manifestação na Polônia em homenagem ao Dia da Mulher com cartazes "chega de exploração, nós recusamos a opressão". Reuters

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, líderes europeias lembram que as mulheres quebraram tabus ao participarem das recentes mobilizações que derrubaram os ditadores da Tunísia e do Egito. Manifestações estão previstas, nesta terça-feira, em vários países dos quatro cantos do mundo para pedir mais igualdade entre os sexos.

A chefe da Diplomacia Europeia, Catherine Ashton, e a vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding, destacaram nesta terça-feira a coragem das mulheres que se mobilizaram para derrubar os ditadores Zine El Abidine Ben Ali, na Tunísia, e Hosni Mubarak, no Egito.

"As mulheres tiveram um papel crucial para as transformações políticas em curso no norte da África. Em um clima de violência, elas se expuseram e lutaram por mudanças", disseram as duas representantes europeias, em Bruxelas, por ocasião do Dia Internacional da Mulher.

A socióloga Helena Hirata, do Centro Nacional de Pesquisa Cientifica na França, entrevistada por Bruna Sá 08/03/2011 Ouvir

Participação feminina muçulmana quebra tabus

Seja cobertas com o véu islâmico ou vestidas de jeans e camiseta, as mulheres quebraram tradições de muitos séculos.

"As revoluções visaram em primeiro lugar a queda dos regimes ditatoriais, mas também permitiram mudanças de tradições arcaicas de submissão, segundo as quais as mulheres devem ficar em casa e não devem se meter em assuntos da política", estima a militante do Iêmem Tawakoul Karman, que se lançou nas mobilizações contra o presidente Ali Abdallah Saleh.

Outras manifestações são previstas em todo o mundo, nesta terça-feira, para lutar pelo direito das mulheres. A data é celebrada pelo centésimo ano nos quatro cantos do mundo. Das mulheres bem sucedidas e atuantes em diversos campos profissionais às mais reprimidas, sem nenhum direito, todas são lembradas e são tema de reflexão.

Na Itália, nesta tarde, milhares de pessoas devem sair às ruas para defender a dignidade feminina, no mesmo momento em que o primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, aguarda uma decisão sobre um possível julgamento de abuso de poder e de práticas sexuais com uma prostituta menor de idade.

Mulheres em cargos executivos

A igualdade entre homens e mulheres é um dos princípios fundadores da União Europeia, mas o texto está longe de ser confirmado na prática. Nos 27 países do bloco europeu, de cada dez executivos que integram os conselhos de administração das empresas, apenas um é do sexo feminino. E apenas 3% das mulheres presidem as grandes empresas. Neste ritmo, será preciso esperar 50 anos para ver na prática a sonhada igualdade entre os dois sexos no mercado de trabalho e em postos de liderança.

Alguns países europeus, no entanto, já fizeram progressos mais rapidamente. É o caso da Noruega, que há oito anos adotou um sistema de cotas para que os conselhos de administração de suas empresas sejam formados por, no mínimo, 40% de mulheres. Resultado: em 2004, elas representavam 25% e, em 2009, já ocupavam 42% dos cargos.

Na França, uma lei recente de cotas exige que, até janeiro do ano que vem, 20% das mulheres ocupem cargos nos conselhos de administração de grandes empresas. Em 2014, a participação deverá ser de 40%. O último estudo publicado pelo Ministério francês do Trabalho revela ainda que as mulheres ganham até 27% menos do que seus colegas homens ocupando as mesmas funções.

Para eliminar o chamado "teto de vidro", como diz a expressão francesa, que impede as mulheres de ter acesso a cargos de chefia, a vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding, e a deputada europeia Françoise Grossetête pedem que as empresas façam sugestões e estabeleçam metas concretas para diminuir a desigualdade entre os dois sexos, senão ameaçam criar leis mais duras para garantir a ascensão profissional das mulheres.

Elas se apoiam em uma constatação de uma empresa de consultoria. Nos conselhos de administração onde há mais mulheres em cargos executivos, as empresas têm melhor desempenho em auditorias, fiscalização e controle dos riscos. Elas lembram ainda que 80% das decisões domésticas são adotadas... pelas mulheres!

 
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