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Mundo

China pressiona para esvaziar entrega do Nobel da Paz a dissidente

media A entrega do prêmio Nobel da Paz acontece na sexta-feira, em Oslo, Noruega, na ausência do premiado, o dissidente chinês, Liu Xiaobo. Reuters

Na véspera da entrega do prêmio Nobel da Paz, as autoridades chinesas classificaram de "arrogante" o voto da Câmara dos Representes do Estados Unidos, que homenageou o dissidente chinês Liu Xiaobo. Pequim reforça a pressão para tentar descreditar a cerimônia de entrega do Nobel, em Oslo, e cria seu próprio prêmio da Paz.

Depois de chamar de "palhaços", na terça-feira, os membros do Comitê do Nobel, a porta-voz da diplomacia chinesa, Jiang Yu, declarou hoje que a China e a maioria dos povos do mundo são contra o que o Comitê está fazendo. "Eles devem reconhecer que são uma minoria", afirmou a porta-voz, igualmente crítica à Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, que homenageou Liu Xiaobo na quarta-feira. "Foi uma atitude arrogante e insensata", afirmou Jiang Yu.

A imprensa chinesa, por sua vez, chegou a assimilar o Prêmio Nobel a um instrumento de conspiração dos países ocidentais que não suportam a sua ascensão fulgurante. Para reforçar a rejeição à nomeação do dissidente, uma associação chinesa entrega nesta quinta-feira o próprio prêmio da paz Confucius. O laureado é o ex-vice-presidente de Taiwan, Lien Chan, que concorreu com Nelson Mandela e Bill Gates. Mas Lien Chan não participou da cerimônia de entrega. O escritório do ex-presidente de Taiwan informou que ele não tinha sido informado da sua premiação.

Pressão chinesa

Nas últimas semanas, a China vem fazendo múltiplas pressões para dissuadir diplomatas e militantes de Direitos Humanos a comparecer à cerimônia de entrega do Nobel da Paz. Uma pressão que também se estende aos expatriados: o Instituto Nobel e a ONG Anistia Internacional denunciam que os cidadãos chineses que vivem na Noruega vêm sendo praticamente convocados para participar de manifestações contra a atribuição do prêmio a Liu Xiaobo.

A pressão rendeu seus frutos. Com desculpas diferentes, cerca de vinte países cancelaram até agora sua presença na cerimônia de entrega do Nobel da Paz. O clube dos ausentes é formado por Rússia, Sérvia, Cuba, Iraque, Irã, Afeganistão, Venezuela, entre outros. Mas a maioria dos representantes dos 65 países que têm embaixadas em Oslo confirmou presença. Entre eles o Brasil que envia o ministro conselheiro Paulo Guimarães.

A entrega do Nobel da Paz será realizada simbolicamente nesta sexta-feira, em Oslo, sem a presença de Liu Xiaobo. O dissidente chinês, de 54 anos, está preso desde 2009, cumprindo pena de 11 anos de prisão por subversão por ter redigido um manifesto pedindo a democratização da China.
 

 
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