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Mundo

ONU admite falha em caso de estupro em massa no Congo

media Duas adolescentes congolesas vítimas de estupro, junto com advogada a caminho do hospital Panzi Bukayu, no leste da República do Congo. AFP / Adia Tshipuku

Mais de 500 mulheres, com idades variando de sete a mais de 80 anos, foram violentadas em poucos dias por milícias e rebeldes tutus ruandenses. ONU reconheceu falha da missão encarregada de proteger mulheres e crianças da região.

O Conselho de Segurança da ONU reconheceu em reunião realizada na noite de terça-feira, em Nova York, que os capacetes azuis falharam em sua missão de proteção aos civis na República Democrática do Congo, no escandaloso caso de estupro coletivo entre os dias 30 de julho e 2 de agosto.

O subsecretário geral das Nações Unidas para Operações de Manutenção de Paz, Atul Khare, volta nesta quarta-feira para Nova York depois de passar vários dias na República do Congo investigando o trágico estupro coletivo. Além da falha da missão na região, incapaz de proteger mulheres e crianças sem defesa, o enviado do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, deve apresentar a proposta da criação de um sistema de comunicação cotidiana entre a base militar e os vilarejos das regiões.

Mais de 500 mulheres foram violentadas pelas milícias Maï-Maï e por rebeldes hutus ruandeses das Forças Democráticas para a Liberação de Ruanda, um fato inaceitável para o Conselho de Segurança da ONU. Nesse chocante estupro coletivo, senhoras com mais de 80 anos e meninas de apenas sete anos também foram abusadas diversas vezes seguidas, por cinco ou seis homens cada uma.

Entre os dias 30 de julho e 2 de agosto, duzentas e quarenta e duas mulheres foram violentadas em 13 vilarejos da República Democrática do Congo; nos dias seguintes, mais 260 estupros foram registrados nos vilarejos de Kivu do Norte e Kivu do Sul.

A primeira proposta drástica para esses atos veio, na terça-feira, de Margot Wallström, representante especial da ONU para a prevenção da violência sexual nos conflitos armados: acusar os chefes das milícias e dos grupos armados da República Democrática do Congo de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, para serem julgados por um tribunal internacional.

Em campo, a Monusco - missão da ONU para o Congo - reforçou seus efetivos. Enquanto isso, na capital Kinshasa, o ministro da Informação Lambert Mende promete combater e acabar com a violência sexual, rejeitando a fama de "capital mundial do estupro" para a República Democrática do Congo.
 

 
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