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Mundo

Brasil pode ter que renunciar a projeto de venda de etanol para o Irã

media O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, recebeu o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Marcello Casal Jr./ABr

Sanções unilaterais americanas, em tramitação no Congresso, podem levar Estados Unidos a boicotar empresas brasileiras que ajudarem o Irã. País terá que decidir entre exportar para americanos ou iranianos.

O Brasil, que votou contra as novas sanções impostas pela ONU ao Irã, agora tenta administrar os acordos comerciais com o governo iraniano. Em entrevista à imprensa brasileira, funcionários da Casa Branca disseram que os Estados Unidos iriam desencorajar os brasileiros a vender etanol para suprir as necessidades iranianas de combustível, mas na última visita a Teerã, em maio deste ano, o ministro do desenvolvimento, Miguel Jorge, falou da possibilidade de exportar o combustível para o Irã. O país islâmico é um dos maiores produtores de petróleo bruto. As sanções impostas pela comunidade internacional, entretanto, podem prejudicar o refinamento do produto no Irã.

Mas além das sanções da ONU, que o Brasil, mesmo tendo votado contra, é obrigado a aplicar, outras medidas devem ser aplicadas de forma unilateral pelos Estados Unidos. O projeto de novas sanções contra o Irã está em tramitação no Congresso Americano e deverá ser assinado nas próximas semanas pelo presidente Barack Obama. O diretor do Instituto americano de Análises de Segurança Global, Gal Luft, explica, de Washington, as possíveis consequências das futuras sanções americanas para as empresas brasileiras.

João Alencar, em colaboração para RFI 11/06/2010 Ouvir

"Existem dois tipos de sanções: as determinadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e as sanções que serão aplicadas pelos Estados Unidos. São essas sanções que, uma vez aplicadas, proibirão a exportação de combustível refinado ao Irã. E isso pode provocar grandes consequências para as empresas brasileiras. O Brasil, claro, só é obrigado a seguir as sanções aprovadas pela ONU. Porém os Estados Unidos podem parar de negociar com as empresas brasileiras que ajudam o Irã. Assim, essas companhias teriam que decidir entre exportar para o Irã ou para os EUA".

Para o especialista americano, a possível exportação de etanol para o Irã é uma forma de pressionar os Estados Unidos a retirar as sobretaxas impostas ao produto brasileiro. Dessa forma, o Brasil, em vez de fazer negócios com o Irã, poderia exportar grande parte de sua produção para os Estados Unidos. "É essa a decisão que espero que o Congresso americano possa tomar.  Abrir o mercado do país ao etanol brasileiro. Não existe razão para os Estados Unidos sobretaxar o combustível que vem do Brasil e não o que vem da Venezuela". Segundo o diretor, se os Estados Unidos querem a cooperação do Brasil nas questões com o Irã, é preciso acabar com as sobretaxas que estão previstas até 2011.

João Alencar, em colaboração para a RFI

 

 
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