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Revista L’Obs questiona “o que é ser um homem na era pós #Metoo”

Revista L’Obs questiona “o que é ser um homem na era pós #Metoo”
 
La revista L'Obs questiona, em sua capa, como ser um homem após #MeToo Reprodução / L'Obs

A revista francesa L’Obs desta semana traz uma longa reportagem de capa sobre a masculinidade na era pós #Metoo. O texto aborda temas como o lugar do homem na sociedade, o questionamento da virilidade tradicional e a educação dos meninos nos dias atuais.

A reportagem começa lembrando que logo após a revelação dos casos de assédio sexual envolvendo o produtor de cinema Harvey Weinstein, no ano passado, uma onda feminista sacudiu o mundo, contestando desde o modelo patriarcal até a própria essência da noção de virilidade. Os crimes cometidos pelo norte-americano foram o estopim de uma série de debates sobre o poder do homem na sociedade, que já vinham sendo tratados mas que ganharam força com o escândalo.  

Segundo a revista, esse movimento ilustra um mundo em plena metamorfose. “Essa mutação ideológica se construiu, em partes, porque as mulheres se tornaram maioria em setores determinantes para a estruturação das identidades, como as escolas, tribunais, hospitais, mídia e edição, mesmo se os homens ainda dominam a direção das grandes empresas”, pondera.

A reportagem ressalta que parte desse fenômeno é também fruto do bom desempenho das meninas nas salas de aula: 50% das mulheres entre 30 e 34 anos na França possuem um diploma universitário, contra 40% dos homens, pontua L’Obs. Além disso, elas leem mais que eles e representam 75% da clientela nas livrarias. Talvez por essa razão, alguns homens, desarmados intelectualmente, não souberam como responder ao #Metoo, teoriza o texto.

Mesmo assim, como sublima o filósofo Gilles Lipovetsky na reportagem, os debates levantados no último ano não devem ser vistos como uma espécie de revolução sexual. Até porque, como lembra a revista, se os escândalos de assédio sexual levantaram a questão do abuso de poder dos homens, #Metoo não questionou a representação feminina da virilidade e de seus atributos, como status social, fortuna e força física, nem a repartição dos papeis no jogo da sedução.

Como educar um menino após #Metoo?

A reportagem continua explicando que a evolução da situação ainda depende muito da maneira como os meninos são educados. Afinal, “diante da descoberta de inúmeros testemunhos de agressões sexuais nas redes sociais, ninguém mais pode ignorar que os homens não são suficientemente instruídos sobre temas como consentimento, capacidade de escuta do outro e empatia”.

Por essa razão, prossegue a reportagem, é importante que, desde pequenos, os meninos sejam sensibilizados à questão. E dá conselhos simples, como repartir de maneira equilibrada as tarefas da casa entre o pai e a mãe para dar o exemplo, incentivar a prática de esportes que aproximem meninos e meninas, contar histórias de heroínas e não apenas de heróis e, principalmente, não tolerar nenhum tipo de comentário sexista.  

“Mas não se trata de educar um garoto feminista como se fosse uma espécie rara, nem de deixá-lo perdido no que diz respeito à sua identidade sexual”, afirma L’Obs. “O objetivo é simplesmente ajudá-lo a se tornar uma criança que respeite sua subjetividade e a igualdade de sexos”, conclui a revista.


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