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Geral

Quatro resgatados de caverna na Tailândia são de minoria perseguida no país

media Doze crianças e seu treinador de futebol foram pegos de surpresa pelo aumento do nível da água e ficaram presos em uma caverna na Tailândia. REUTERS/Soe Zeya Tun

O final feliz para as 12 crianças e seu treinador de futebol que foram resgatados da caverna de Tham Luang, na Tailândia, provocou uma onda de comoção internacional. A FIFA os convidou para as finais da Copa do Mundo de futebol na Rússia, mas eles não devem ir por causa de seu estado de saúde. Além disso, quatro deles são da minoria rohingya, perseguida por Miamar. Por isso, eles são apátridas, ou seja, sem nacionalidade e, portanto, sem passaporte.

Ekkapol Chantawong é o treinador da jovem equipe dos “Javalis Selvagens”. Ele tem 25 anos e foi o último a sair da Caverna de Tham Luang, depois de 18 dias. Como três das crianças que estavam com ele, ele é apátrida, isto é, sem certidão de nascimento, sem documentos de identidade ou passaporte.

No país, existem 400 mil pessoas apátridas, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Outras fontes estimam que esse número chegue a 3,5 milhões. Nascidos no leste de Miamar (antiga Birmânia), marcados por guerras étnicas, eles fugiram e chegaram à Tailândia em uma situação complicada para ter seus direitos reconhecidos. Eles não podem se casar, não têm conta bancária, nem emprego. Viajar é ainda mais complicado.

Um dos apátridas foi intérprete do grupo

Adul Sam-on é uma das três crianças apátridas. Ele fala inglês e, durante os longos dias passados na caverna, improvisou no papel de intérprete do grupo. Ele foi o único capaz de se comunicar com mergulhadores britânicos, os primeiros a conseguir chegar até os desaparecidos.

Ekkapol Chantawong, o jovem treinador, espera que a comoção causada pelo acidente na caverna aumente a conscientização sobre o problema dos apátridas na Tailândia e o reconhecimento de seus direitos.

 
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