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Revista lembra laços com o Brasil de vítima de crime antissemita na França

Revista lembra laços com o Brasil de vítima de crime antissemita na França
 
Foto da porta do apartamento de Mireille Knoll, lacrado pela polícia após sua morte Reprodução Lepoint.fr

A morte de Mireille Knoll, assassinada na semana passada em Paris em um crime apontado como antissemita, continua em destaque na imprensa francesa. A revista Le Point desta semana traz uma reportagem de página inteira sobre o caso, e lembra da ligação indireta da vítima com o Brasil.

O texto relata a história da idosa, nascida em 1932, e que conseguiu fugir da perseguição nazista visando os judeus em Paris em 1942. “Ele escapou da Vel’d’Hiv”, dá em título Le Point, lembrando que Mireille Knoll deixou a capital francesa no dia 15 de julho, véspera de uma prisão em massa de judeus na cidade.

Cerca de 13 mil pessoas, mais de um terço delas crianças, foram capturadas e parte delas enviadas para o Velódromo de Inverno (Vélodrome d’Hiver em francês, cuja abreviação deu o nome à operação) antes de serem deportadas para o campo de concentração de Auschwitz. Dentre elas, menos de cem voltaram com vida.

Mas a pequena Mireille conseguiu escapar da capital francesa na véspera da prisão, lembra a revista. “Seu pai era brasileiro e ela pôde beneficiar do passaporte brasileiro” para fugir, ressalta Le Point. Após a guerra, Knoll voltou a Paris e se casou anos mais tarde com outro sobrevivente do Holocausto, que morreu no começo dos anos 2000.

Passados quase 75 anos, “essa sobrevivente foi assassinada no dia 23 de março em seu apartamento em Paris”, relata a reportagem. Vários elementos levaram a procuradoria de Paris a se concentrar no caráter antissemita neste caso. Um dos suspeitos, vizinho de Knoll, sabia da religião da idosa. Seu suposto cúmplice o acusou de ter gritado, ao cometer o crime, "Allah Akbar", frase usada nos ataques de extremistas islâmicos.

O caso provocou revolta e uma marcha em homenagem à vítima chegou a ser realizada em Paris na quarta-feira (28), com a presença de milhares de pessoas, incluindo muitos políticos e representantes da sociedade civil. 

O primeiro suspeito, de 28 anos, tinha antecedentes policiais por casos de estupro, agressão sexual, e havia assediado a filha da cuidadora de Mireille no passado. O segundo acusado, de 21 anos, era morador de rua, tinha antecedentes de roubos violentos e estava no prédio da vítima no dia do assassinato.

“Cinco focos de incêndio foram constatados pelos bombeiros no apartamento de Mireille, que teve seu corpo parcialmente incinerado”, relata a reportagem, que entrevistou Huguette R., uma prima da vítima. Ela mesma diz se sentir cada vez mais insegura em alguns bairros da capital. “Mudei para o centro da cidade para fugir do antissemitismo e da violência”, comenta a prima nas páginas da revista francesa Le Point.  


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