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"Cada disco novo é uma alegria": Rogê, músico

 
Rogê está na França participando do Festival Onda Carioca, produzido pelo ator Vincent Cassel Ramon Moreira

O músico carioca Rogê veio à França a convite do ator Vincent Cassel, um apaixonado pelo Rio de Janeiro, que criou o festival Onda Carioca. Rogê compôs uma música especialmente para o evento, que canta no começo de sua entrevista (veja o vídeo). Num bate-papo no estúdio 21 da RFI, ele nos falou sobre seus projetos e inspirações.

Esta não é a primeira vez que Rogê vem à França. Esteve em Paris em 2002 com Seu Jorge, veio a Nice no ano passado e adora Paris, "me sinto em casa aqui".

O artista está com um disco novo que vai ser lançado daqui a alguns dias: "Esse disco novo se chama 'Nômade', é quase uma obra fechada, eu fiz o disco como se fosse um livro, falando sobre o tema de imigração, da diáspora negra, africana, dos cubanos, tem várias músicas falando desse tema... Nós, como músicos, somos quase nômades, levando nosso som pelo mundo"  ele reflete. "Nômade" , gravado entre Rio e Los Angeles, reuniu um leque de músicos que podemos definir como la crème de la crème, como Sérgio Mendes, o baixista Richard Bona e outros, "cada disco novo é uma alegria".

Quanto às fontes de inspiração, Rogê é "totalmente música popular brasileira": "Desde Villa-Lobos, Tom Jobim, Baden Powell, a geração maravilhosa de João Bosco, Caetano, Gil, Milton, Djavan, essa riqueza que dá orgulho de ser brasileiro, a parte boa do Brasil! Essa é a minha matéria onde me sinto em casa, onde bebo da fonte, é a música brasileira", explica o artista, sem negar outras influências como jazz, música cubana e black americana e africana.

Rogê lança seu novo disco em setembro de 2017 Cintia C Santos

Rogê lançou um single duplo para plataformas digitais," Rio de Verdade". Para ele, esse meio se tornou uma realidade que já faz parte do presente. "Não é nem o futuro, é o presente. Estamos nesse período de mudança, as pessoas nem têm mais como ouvir cd... eu gosto de LP, mas é como se fosse um souvenir, uma coisa do vintage, do retrô, então, a realidade hoje é o streaming, a gente tem que se adaptar ao que está acontecendo no momento. Meu filho de 13 anos nunca comprou uma música", relata Rogê, insistindo que é preciso aceitar as coisas como elas são e seguir em frente. "Hoje é o streaming e é isso que tem que ser focado, temos que surfar na onda como ela vem".

Rogê termina a entrevista observando que o panorama musical do Brasil continua muito rico, um celeiro de talentos, e que a indústria é que é o problema. "Tem muita riqueza, muito artista novo, muita gente querendo falar à procura de um espaço, tenho muito orgulho de ser brasileiro";

Veja aqui o vídeo com a entrevista de Rogê:


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