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Revistas semanais abordam três aspectos da cultura muçulmana na França

Revistas semanais abordam três aspectos da cultura muçulmana na França
 
A capa do semanário "M", do jornal Le Monde, traz reportagem sobre as meninas francesas que optaram por usar o véu islâmico. Reprodução

As revistas semanais francesas trouxeram três olhares diferentes sobre a presença da religião muçulmana no dia-a-dia de seus cidadãos. O semanário M do jornal Le Monde questiona o uso do véu entre as adolescentes francesas, L’Obs retrata o medo de mães sobre a radicalização islâmica nas escolas e Le Point traz um artigo sobre o negócio que gira em torno da desradicalização.

A revista M do Le Monde trouxe esta semana uma reportagem que é quase uma crônica social, mostrando as variadas facetas de jovens francesas de credo muçulmano e que optaram por usar o hijab, o tradicional véu islâmico. Le Monde contextualiza a discussão, já bastante acalorada na França, com a declaração da ministra francesa dos Direitos das Mulheres, Laurence Rossignol, no último dia 30 de março, de que “mulheres que optam por usar o véu são como os negros que defendem a escravidão”. A afirmação provocou furor entre a população muçulmana, especialmente entre as jovens mulheres.

Testemunhos

Os diversos testemunhos recolhidos pela revista M trazem um retrato ainda não tão conhecido destas jovens francesas que optaram pela tradição. Entre os argumentos usados, constam desde a defesa da “liberdade de escolher o que se veste” até uma descoberta tardia dos valores e preceitos da religião muçulmana, como o caso de Djenaba, 24 anos, que cobriu sua cabeça após a morte de seu pai e nunca mais desejou retirar o véu, deixando paulatinamente de frequentar casas noturnas e bares.

Já Narjess, de 22 anos, sonhou que usava a peça e aquilo foi um verdadeiro insight: “Comecei a usar no dia seguinte”, conta, mesmo contra a vontade de seus próprios pais, muçulmanos praticantes que não desejam criar polêmica. Muitas das garotas que optaram pelo hijab viram seus amigos se distanciarem pouco a pouco. Outras retiram o véu em lugares específicos, para não criar hostilidade com a vizinhança, conta a revista.

“Os garotos me paqueram menos, é verdade, parece que eles acham que somos mais puras”, conta Nour, de 24 anos. Nem ela, nem sua irmã-gêmea, Myriam, acreditam que seja possível uma amizade entre meninas e meninos e se mostram pudicas, como pede o credo muçulmano.

Do outro lado, a revista M do Le Monde contrapõe os depoimentos de três jovens mulheres francesas vindas de uma família muçulmana tolerante e que usam o véu islâmico apenas porque se trata de “uma peça única e especial”. As garotas dizem não suportar o debate sobre o Islã e afirmam que, de todo jeito, serão sempre julgadas e criticadas pela sociedade.

O medo materno da radicalização

A revista do L’Obs traz os testemunhos de mães francesas que perderam seus filhos para a radicalização islâmica do jihadismo na Síria, ou que foram mortos pela ação de terroristas na França. Elas declaram à revista estarem “profundamente preocupadas” pelos jovens franceses, seja nas escolas de periferias afastadas do centro de Paris, seja em bairros que se tornaram “verdadeiros guetos étnicos e de problemas sociais”.

Nas escolas, há, segundo as mães francesas entrevistadas pelo L’Obs, uma falta de diversidade social e os jovens não conseguem entrevistas de emprego. Muitas vezes até mesmo o endereço do local onde moram é o suficiente para não serem contratados. As mães temem que a descriminação social seja um fator decisivo que empurre seus filhos para a radicalização em países do Oriente Médio.

O business da desradicalização de pessoas na França é justamente o título de um artigo da revista Le Point, que avisa os leitores sobre “falsos experts e a compra de documentos que garantem ajudas do governo”, dentro do grande negócio que se tornou este processo, depois dos atentados terroristas de 2015.

Os métodos utilizados pelo batalhão de profissionais da desradicalização islâmica na França são variados: vídeos, depoimentos ao vivo, cursos e tecnologias quase sempre caros, mas que o francês decide desembolsar para não ver sua comunidade ou empresa face a face com o grande pânico do momento: o terrorismo, finaliza Le Point.


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