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Geral

Para franceses, visita de Obama não legitima regime de Cuba

media Barack Obama em sua chegada a Havana neste domingo, 20/03/2016. REUTERS/Enrique De La Osa

A visita de Barack Obama a Cuba ganha destaque nos jornais franceses desta segunda-feira (21), dia em que o presidente dos Estados Unidos se encontra com o líder Raúl Castro. Ouvidos pelos jornais franceses, cubanos e analistas mostram prudência em relação a mudanças no regime castrista.

Para o jornal Le Figaro, a viagem de três dias foi minuciosamente preparada e começou com o envio de uma carta de Barack Obama a uma cubana de 76 anos que o convidou para tomar café em sua casa. A mensagem foi enviada de Washington e simbolizou a retomada da ligação postal entre os dois países, "separados por apenas 150 quilômetros de mar, mas com um oceano ideológico de distância", segundo o jornal.

Obama mantém o suspense sobre uma eventual visita com sua família à aposentada cubana, mas, de resto, o protocolo será cumprido à risca e inclui um passeio de limousine sobre o famoso "malecón" de Havana, como é conhecida a avenida beira-mar da capital cubana.

Segundo Le Figaro, para Washington, essa visita tem o objetivo de renovar o contato com o povo cubano, mas sem legitimar o regime castrista, considerado muito repressivo. Mas a administração americana disse sim a um inevitável jantar com honras de chefe de Estado na noite desta segunda-feira com o presidente Raúl Castro. No entanto, não haverá o tradicional aperto de mão com Fidel Castro, informa Le Figaro.

Consciente da importância de sua visita histórica, Obama agendou encontro com os opositores do regime, o que não agradou ao governo cubano. O jornal afirma que diferentemente de seus antecessores na Casa Branca, Obama acredita no "soft power" americano na Ilha, ou seja, uma abertura progressiva com Cuba através da do fluxo turístico, das trocas comerciais e culturais.

Le Figaro, no entanto, lembra da grande oposição que essa aproximação, depois de 54 anos de discórdia, encontra no Congresso Americano, dominado pelos republicanos. Eles martelam que a normalização de Cuba com a União Europeia não melhorou a situação dos dissidentes. Mas, nos bastidores, os laços econômicos são costurados pouco a pouco. Apesar das dificuldades com a imensa burocracia cubana, muitas empresas americanas estão de olho no mercado.

Aproximação progressiva

Libération afirma que a visita sem precedentes de um presidente americano a Cuba, a primeira desde 1928, tem um duplo efeito: expõe Obama às críticas e o regime castrista a promover mudanças significativas no país.

Uma das principais perspectivas econômicas com essa reaproximação de dois inimigos da Guerra Fria é para a indústria do turismo em Cuba, de acordo com o diário. Libé lembra que em seu discurso de posse, em janeiro de 2009, Obama defendeu uma diplomacia de abertura dos Estados Unidos para virar a página do "eixo do mal" instaurado pelo seu antecessor, George Bush.

O jornal francês lembra que o caminho para a o processo de normalização das relações bilaterais passou pelo histórico aperto de mão entre Obama e Castro no velório de Nelson Mandela em 2013, e, na sequência, uma primeira conversa telefônica no final de 2014 para confirmar a reaproximação dos dois países.

Um enviado especial do jornal à Havana mostra a expectativa prudente de muitos cubanos que viraram empreendedores para poder sobreviver e alimentar suas famílias. Eles relatam as dificuldades de viver com salários muito baixos em um país com a economia fechada.

Libération também foi a Miami ouvir a comunidade cubana, que se considera "traída" por essa aproximação entre Washington e Havana.
 

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