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Américas

Argentina mais liberal e Brasil em recessão mudam foco de investidores

media O jornal Les Echos traz reportagem sobre a situação inversa que vive o Brasil e a Argentina. RFI/ Les Echos

Brasil ou Argentina? Qual é o melhor país para os investidores no momento? Para o jornal econômico francês Les Echos, os dois países da América do Sul estão travando uma batalha para atrair investimentos e vivem atualmente uma situação completamente inversa.

Desde a posse do presidente Mauricio Macri, a Argentina voltou a entrar no radar dos investidores. Por outro lado, o Brasil preocupa cada vez mais devido à sua situação política e econômica. Enquanto um desce ao inferno, o outro tomou o caminho da ressureição, escreve o diário. "Nos últimos tempos, os destinos do Brasil e da Argentina divergem de maneira flagrante", constata Les Echos.

A economia brasileira afunda na recessão, viu sua nota ser rebaixada para "especulativa" por três agências de risco, e o país ainda está mergulhado em problemas políticos. Já a Argentina não para de seduzir os investidores internacionais com anúncio de reformas desde que um novo governo liberal assumiu o poder no final de 2015. Os argentinos se prepararam para voltar ao mercado financeiro internacional depois de 15 anos afastados e de ter resolvido o grave problema do pagamento de sua dívida.

Queda e subida nas bolsas

O contraste é visível na Bolsa de Valores, segundo Les Echos. A Bolsa de São Paulo perde mais de 4% desde o início do ano. Já o índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, cresceu acima de 10% no mesmo período. O fluxo de capital privado para os dois países também mostra uma trajetória divergente.

Um estudo do Instituto Internacional de Finanças (IIF) revela que os investimentos externos para a Argentina devem crescer e atingir US$ 17 bilhões este ano. No caso do Brasil, os valores são bem mais expressivos, mas o cenário é de queda: previsão de pouco mais de US$ 100 bilhões contra US$ 144 bilhões dois anos atrás.

Como a economia argentina é muito dependente do desempenho de seu vizinho e mais exposta a uma derrocada do Brasil, difícil saber se os investidores vão trocar um país pelo outro. Les Echos lembra que a Argentina "nem sequer figura entre os índices de mercados emergentes" e a bolsa de São Paulo pesa sete vezes mais do que a de Buenos Aires. No entanto, como o cenário de crise no Brasil pode durar ainda mais de um ano e meio, os investidores poderão optar pelo país vizinho, sugere o jornal.

Consultores de fundos de investimentos ouvidos pelo Les Echos, explicam o entusiasmo com a nova equipe dirigente da Argentina, cuja motivação tem se traduzido em ações: eles estão comprando títulos da dívida argentina a curto prazo em dólares e se preparando para participar da futura emissão obrigatória que marcará o retorno do país ao mercado internacional.

Por outro lado, o diário alerta que a Argentina precisa enfrentar os problemas de déficit público e de inflação. Economistas ainda esperam que muitas promessas de reformas sejam efetivamente votadas pelo parlamento.

Sobre o Brasil, investidores disseram ao Les Echos que continuam interessados no mercado da dívida pública, uma situação que para o país é considerada como explosiva para o país. Mas, explicam os especialistas, os títulos estão baratos, pagam juros altos e o risco de default é baixo porque o Brasil tem capacidade de sobra para reembolsar suas dívidas.

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