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Populismo em alta ameaça democracias

Populismo em alta ameaça democracias
 
Donald Trump, pré-candidato do Partido Republicano comemora sua vitória nas primárias da Carolina do Sul. Reuters/路透社

Não adianta esconder o sol com a peneira. Os políticos populistas estão de vento em popa, sobretudo nos países ricos e industrializados do Norte. Nos Estados Unidos, as duas vedetes das primárias presidenciais são o magnata desbocado Donald Trump e o velho oportunista socialista Bernie Sanders.

Provavelmente, nenhum dos dois vai acabar se impondo nos respectivos partidos. Mas são eles que entusiasmam, sobretudo os eleitores jovens. Na Europa, os populismos andam soltos. Alguns, até já chegaram ao poder, na Hungria, na Polônia e na Grécia. Outros começam a impor suas agendas nacionalistas, xenófobas e economicamente irresponsáveis.

Na direita, o espectro político vai da Frente Nacional francesa ao UKIP inglês – e uma quantidade de partidos ou grupos ultraconservadores e por vezes violentos, escandinavos, alemães, gregos ou holandeses – além dos nacionalismos secessionistas na Catalunha ou no norte da Itália. Sem falar na ditadura de fato de Vladimir Putin na Rússia. Do lado dito “progressista”, os dois maiores expoentes são o Syriza grego e o Podemos espanhol, assim como o partido nacionalista escocês.

“Populismo” é um termo nada claro. Mas esses movimentos políticos têm várias características comuns. Todos pretendem acabar com “tudo o que está aí” – tudo que possa cheirar a establishment. Trata-se de uma rejeição global da classe política, das instituições e do sistema de representação partidária. E de todo ou qualquer grupo ou pessoas de tenham uma parcela de poder.

Mas nada disso tem a ver com simples anarquia. Os populistas estão convencidos que podem resolver todos os problemas de seus países por meio de receitas simplórias e autoritárias. E a varinha de condão é tomar o lugar das elites tradicionais.

Mais uma vez ressurge o mito do líder providencial, um Dom Sebastião que vai estabelecer uma relação direta com “povo” em geral, sem passar pelas instituições intermediárias das democracias representativas. E quem não seguir essa cartilha será acusado de ser “inimigo do povo”, conspirando para explorar e enganar as populações.

Discursos de extremos

Para os populistas, a comunidade nacional tem que estar dividida entre “bons” e “maus”. E o governo deles sendo por definição “popular” e “bom” não pode tolerar nenhuma oposição consistente. A contradição não tem legitimidade.

A vida democrática – com equilíbrio de poderes, imprensa independente, liberdade de opinião e alternância no governo – é progressivamente destruída em nome do que eles chamam de “verdadeira democracia”: o diálogo sem filtro entre o caudilho – que tem sempre razão – e o “povo” que nunca é tratado como “cidadão”.

É claro que esses populismos não são novidade. O século vinte foi uma idade de ouro desse tipo de concepção política, com o fascismo, o nazismo e o stalinismo na Europa, e o peronismo, varguismo, priismo e muitos outros avatares latino-americanos, progressistas ou conservadores. E eles sempre atraíram uma parte da juventude, sobretudo em períodos de crise quando o futuro parece sombrio.

Hoje, a globalização da produção, do consumo, das informações e das ameaças, corroeu o poder e a capacidade de gestão dos governos nacionais. Os líderes políticos se transformaram em meros administradores locais de uma lógica transnacional.

Revolução radical

O mundo está vivendo uma revolução econômica, social e cultural talvez mais radical do que a revolução industrial do começo do século XX. E é evidente de que cada vez que isso acontece, haverá ganhadores e perdedores.

Na Europa e nos Estados Unidos, as populações menos preparadas (equivalente a mais ou menos um terço do total), estão entrando em pânico e sabem perfeitamente que os dirigentes tradicionais não têm mais instrumentos de poder para dar uma resposta decente aos seus problemas. Daí o sonho de voltar atrás, para um país fechado, onde um governo autoritário impõe a ordem e resolve tudo com receitas mágicas.

Se as classes políticas e as elites de sempre, de esquerda e de direita, não forem capazes de encontrar uma saída democrática, econômica e socialmente viável, as velhas democracias ocidentais estarão ameaçadas de serem engolidas pelos novos populistas. E o futuro será violento, intolerante, pobre e opressivo.

 


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