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França

Segurança reforçada marca primeiro réveillon após atentados de Paris

media Policiais armados patrulham saída do metrô République, no centro da capital AFP/Patrick Kovarik

Paris se prepara para a virada do ano sob forte esquema de segurança. Mais de 60 mil policiais e militares foram mobilizados para garantir a segurança do tradicional réveillon na Avenida Champs-Elysées, que por pouco não foi cancelado, dada a ameaça de ataques terroristas.

Muito diferente do ano passado, quando a prefeitura reservou três horas às festividades na Champs-Elysées, com direito a fogos de artifício. Desta vez, a avenida só ficará fechada das 23h15 do dia 31 à meia-noite e meia do dia 1°. No lugar dos rojões, acontecerá uma projeção no Arco do Triunfo e nas ruas adjacentes, que lembrará a população da necessidade de cautela. Terminada a apresentação, as forças de segurança cuidarão de restabelecer a circulação normal.

Se o esquema coloca a população sob tensão, o mesmo se aplica à polícia. Em entrevista ao Le Figaro, o secretário geral de um sindicato de policiais reclama do estresse a que estão submetidos os agentes desde que o estado de emergência entrou em vigor. De acordo com Phillipe Capon, "o que sustenta o sistema é o esforço dos policiais", que abdicaram de folgas, repouso, estágios e exames para progressão de patente.

Ele observa que todo o calendário foi adiado para o ano que vem e que essa situação deve permanecer pelo menos até 26 de fevereiro, data em que acaba o estado de exceção. Se o governo resolver postergar a operação mais uma vez - como já sinalizou que pretende fazer -, o sindicalista adverte que vão ter que acontecer negociações, porque a situação é de "extrema tensão".

Violência policial nas periferias

Ainda que, no centro da capital mais turística do planeta, as revistas e operações policiais ostensivas passem quase despercebidas, nas periferias essa tensão é evidente. A polícia do pós-13 de novembro já tem até um apelido, que o jornal Libération usa em sua manchete: os "cowboys".

Esses cowboys são os soldados de patrulha, que têm agido com cada vez mais violência contra famílias de origem árabe, como a da professora maternal Zahra Kraiker, cujo olhar abatido ilustra a matéria do diário progressista.

Um dos filhos de Zahra, que não tem passagem pela polícia, teve de se submeter a uma cirurgia depois de ter um testículo esmagado em uma revista de rotina na rua onde mora, em Pantin, na Paris metropolitana. Uma semana depois, ela viu pela janela de casa seu outro filho, um adolescente de 15 anos, ser espancado por policiais. Zahra desceu para intervir e foi ela própria agredida, como mostra um vídeo que circula pela internet.

Resultado: a professora teve uma contusão dorsal, uma entorse séria no joelho e está fora do trabalho por uma semana. O jornal ainda entrevista outras vítimas da polícia, que denunciam em uníssono o racismo das forças de segurança contra os muçulmanos.

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