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Em 2016, Papa promete reformas no Vaticano “doa a quem doer”

Em 2016, Papa promete reformas no Vaticano “doa a quem doer”
 
O papa Francisco durante uma audiência no Vaticano, em outubro de 2015. REUTERS/Stefano Rellandini

O papa Francisco completou 1000 dias de pontificado justamente quando abriu o Jubileu da Misericórdia, em 8 de dezembro passado. Desde que assumiu o posto máximo da hierarquia católica, em 2013, o argentino Jorge Bergoglio tem deixado sua marca na condução da Igreja: de abertura sim, mas sem deixar de lado a Doutrina.

Rafael Belincanta, de Roma, para a RFI Brasil,

A nova dinâmica no funcionamento do Vaticano e a mudança da imagem da Igreja são incontestáveis e revelam que o estilo de Francisco é aprovado por muitos fiéis. As audiências gerais das quartas-feiras, no Vaticano, que são um termômetro da popularidade do Papa, revelam que o público é sempre grande e muito variado.

A última estatística da Igreja católica ainda não foi publicada, mas o número de fiéis no mundo inteiro cresceu. De acordo com os dados mais recentes, relativos a 2013 - ano do início do Pontificado de Bergoglio, os católicos no mundo são agora 1,254 bilhão.

Uma das maiores demonstrações da empatia dos fiéis com o papa foi a celebração de uma missa para uma multidão reunida em Manila, nas Filipinas, no início deste ano. Francisco atraiu quase 7 milhões de pessoas, o que parece ser a maior reunião de fiéis de todos os tempos, apesar de nenhuma estatística oficial.

Missa do Galo

A missa da meia-noite, como é chamada na Itália, foi uma das mais concorridas do ano. Os ingressos se esgotaram há alguns meses, e teve a presença de muitos jovens na Basílica de São Pedro. O papa fala diretamente a eles, sem meias-palavras.

Recentemente, em uma audiência, disse que o número de suicídios desta faixa etária não é divulgado e que um jovem sem trabalho procura apoio em outras coisas que muitas vezes o leva às drogas e ao extremismo.

A relação do papa Francisco com eles é de avô para neto, como diz o próprio papa. Fato é que os adolescentes brasileiros, após a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013, passaram a enxergar o Papa de outra forma, para muitos foi o primeiro contato com o Pontífice e a Igreja católica.

Um exemplo desse engajamento que o papa Francisco promove é que os jovens brasileiros lideram as inscrições para a próxima jornada no ano que vem na Polônia - e muitos do voluntários que já estão por lá trabalhando na organização também são brasileiros.

Abertura em temas delicados para a Igreja

As posições pessoais do papa nunca ficam em primeiro plano. Tanto é que ele convocou o Sínodo sobre as Famílias em duas edições, uma extraordinária. A assembleia foi o modo que o papa encontrou para saber até onde poderia ir com suas ideias de abertura sem comprometer a Doutrina da Igreja - que ele mesmo já afirmou que é algo que “não se toca”.

Francisco facilitou a nulidade matrimonial, acabando com burocracias e isentando as taxas. Sobre a união entre pessoas do mesmo sexo, o papa reiterou a posição do Sínodo que diz que é preciso abrir a Igreja “a todos”, sem exceção.

Contudo, diante da Doutrina, uma união estável homossexual não pode ser equiparada ao Sacramento do matrimônio. Ou seja, Francisco, que será sempre recordado pela sua frase - Quem sou eu para julgar um homossexual se este procura Deus? - percebeu que a Igreja como um todo precisa buscar um ponto de convergência nesta questão.

Todavia, o papa recomendou uma ação pastoral específica para a acolhida dos homossexuais. É já um sinal positivo, principalmente para a Itália, um dos poucos países da Europa onde os direitos às uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo não é reconhecida.

Expectativas para 2016

Na semana que passou, o sumo pontífice disse que a reforma no Vaticano vai continuar "doa a quem doer". Este talvez seja o maior legado que Jorge Bergoglio deixará à Igreja. Para o ano que vem ele já confirmou a viagem ao México, em fevereiro. O papa vai passar uma semana no país latino-americano.

Em 2016, talvez o papa não realize tantas viagens como neste ano em razão das celebrações do Jubileu da Misericórdia, que terminará em novembro. Portanto, parece que não será desta vez que ele irá à Argentina. Mesmo assim, Francisco sempre surpreende, o que gera expectativas para uma visita à sua terra natal.

Um fato é que ele já confirmou que em 2017 voltará ao Brasil para celebrar os 300 anos que a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada.

 

 


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