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Geral

Estudo: emissões de CO2 tiveram queda histórica em 2015

media Final de semana foi marcado por eventos sobre a COP21 em toda a França. REUTERS/Benoit Tessier

No dia em que a COP21 entrou na sua semana decisiva, um estudo divulgado nesta segunda-feira (7) indica que o ano de 2015 terá uma queda histórica nas emissões de CO2. O relatório, publicado na revista Nature Climate Change, foi apresentado na Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas.

Os pesquisadores apontaram que a tendência é que as emissões de gases de efeito estufa permaneçam estáveis neste ano ou até caiam 0,6% em relação a 2014. O texto aponta que essa é a primeira vez que isso acontece em um ano de crescimento econômico mundial positivo. Desde o início do século, o aumento de cerca de 2,5% das emissões era registrado ano após ano.

Segundo os autores do estudo, a queda da atividade econômica na China é o que explica a diminuição das emissões, que devem voltar a subir tão logo Pequim recupere o ritmo de crescimento acelerado, junto com outro grande país emergente, a Índia. “A principal causa é a desaceleração da China, que está reestruturando a sua economia”, explicou Corinne La Quere, pesquisadora da Universidade de East Anglia, no Reino Unido. Em plena expansão desde os anos 2000, os chineses são os maiores poluidores do planeta, responsáveis por 27% do total de emissões dos gases que, segundo os cientistas, causam o aquecimento global.

Outro fator, aponta a cientista, é o maior uso de energias de fontes renováveis no país, como a solar e a eólica, que poluem menos em relação às energias fósseis, como o carvão. “Essa é a questão mais interessante levantada pelo estudo: descobrirmos se nós podemos aumentar suficientemente o uso de energias renováveis a ponto de compensar a utilização do carvão em outros lugares”, destaca a pesquisadora.

É cedo para comemorar

Após a divulgação do estudo, a organização Greenpeace parabenizou a China pela participação na “revolução das renováveis” e disse que o resultado do trabalho não é uma surpresa. A entidade, entretanto, afirmou que não há muitas razões para comemorar.

“Dois anos de aparente estabilização das emissões não torna isso uma tendência. Com uma quantidade de CO2 na atmosfera próxima de 400 ppm [partes por milhão], cada nova tonelada de petróleo, carvão ou gás que queimamos torna a situação ainda pior”, declarou Martin Kaiser, diretor internacional de políticas climáticas do Greenpeace. “Não temos espaço para complacência.”

Rédeas das negociações nas mãos dos ministros

Nesta segunda-feira, começou a última semana de negociações da COP21, agora com a participação decisiva dos ministros dos 195 países que negociam o novo acordo sobre o clima. Embora a maioria dos pontos de discordância continue sem uma resposta clara, o texto que está nas mãos dos ministros está mais objetivo, com 46 páginas, e inclui todos os pontos que eram considerados essenciais para os países desenvolvidos e em desenvolvimento.

A polêmica questão do financiamento das ações de mitigação e de adaptação às mudanças climáticas nos países pobres continua sendo um dos principais bloqueios para um acordo ambicioso. A cada declaração, as autoridades da COP21 são cobradas sobre o andamento das discussões nesse aspecto – principalmente porque, desde 2009, os países ricos prometeram disponibilizar US$ 100 bilhões por ano até 2020 para os países pobres e, até agora, apenas cerca de 60% desse dinheiro se tornou realidade.

As discussões na COP21 se concentram em o que vai ser considerado uma ajuda financeira para o combate às mudanças climáticas especificamente e o que será ajuda para o desenvolvimento, de uma maneira mais geral. Os países pobres querem separar bem as duas questões, para não serem prejudicados.

Consenso está mais próximo, diz Figueres

A secretária-executiva das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Christiana Figueres, declarou que as negociações estão avançando, mas que por enquanto é precipitado fazer um balanço sobre o quanto, afinal, já foi arrecadado. “Há um consenso cada vez maior sobre este ponto”, comentou.

Mais de 100 países enviaram ministros para participar dessa última semana de negociações na conferência de Paris. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou que tudo leva a crer que o acordo de Paris vai ser ambicioso e legalmente vinculante, ou seja, obrigatório para os países. Ban alertou que, se o acordo de Paris não for suficiente, o mundo vai caminhar rumo a “uma catástrofe ambiental”.

Calendário até a assinatura do acordo

O objetivo do chanceler francês, Laurent Fabius, é que o texto final esteja pronto até quinta-feira (10), para ser adotado definitivamente no dia seguinte, no encerramento da conferência do Clima (11 de dezembro). Para acelerar as negociações, Fabius instaurou quatro grupos de trabalho que vão tentar avançar nos quatro pontos mais polêmicos do acordo: meios de implementação dos compromissos, diferenciação entre os países, ambição de longo prazo e aceleração das ações contra as mudanças climáticas antes de 2020.

Os grupos são formados por 14 ministros, entre eles, a brasileira Izabella Teixeira, do Meio Ambiente. O comitê vai se reunir diariamente para apresentar os resultados.

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