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França: ascensão da extrema-direita é outro estado de emergência, alerta editorial

França: ascensão da extrema-direita é outro estado de emergência, alerta editorial
 
Capas das revistas francesas da semana de 3 a 10 de dezembro de 2015.

Neste domingo (6) de primeiro turno de eleições regionais na França, marcadas pela ascensão histórica do partido de extrema-direita Frente Nacional (FN), presidido por Marine Le Pen, as principais revistas do país avisam: a democracia está ameaçada.
 

A última pesquisa de intenção de voto aponta a liderança do partido xenófobo FN, que pode vencer em quatro ou até cinco regiões na França, um cenário inédito na história política da nação.

L'Obs

A publicação L'Obs traz um editorial escrito em tom preocupado pelo jornalista Matthieu Croissandeau, intitulado: FN, o outro estado de emergência. Democrático, desta vez. O artigo informa que se o partido conquistar ao menos uma região, e a previsão é bem maior, já seria um fato histórico, pois nunca a extrema-direita atingiu tal patamar de responsabilidade ou impôs suas ideias em um território mais extenso.

O jornalista analisa que há anos a Frente progride, alimentando-se da desmoralização da classe política e da crise econômica e social, assim como de um mal estar relacionado com a identidade, em um discurso que hoje atinge todas as faixas da sociedade.

Lembrando que o sistema da Frente Nacional é calcado no clã familiar, L'Obs afirma que não existe nenhuma proposta revolucionária dos Le Pen, somente uma mudança, típica dos demagogos, que prometem tudo enquanto for útil para eles. Matthieu Croissandeau diz que a Frente Nacional continua a instrumentalizar o ódio. "E como sabemos, o ódio é um mau conselheiro", finaliza o editorialista.

Le Point

Clã familiar é mesmo a estrutura da Frente Nacional, que além de ter Marine Le Pen como presidente, tem na sua sobrinha, Marion Maréchal-Le Pen, de 26 anos, neta do fundador do partido, Jean-Marie Le Pen, a imagem de uma nova geração reacionária, intransigente e perigosamente inteligente. Jovem e segura, ela foi eleita deputada aos 22 anos, tornando-se a única representante da Frente Nacional na Assembleia e a mais jovem deputada da história da República francesa.

Para a revista Le Point, Marion está começando a fazer um jogo duplo. Para atrair os eleitores da direita, ela quer tornar a Frente Nacional mais católica e mais liberal, escreve a repórter Ségolène de Larquier, que a classifica de "neta do Diabo da República".

O artigo também publica uma entrevista com o prefeito de direita de Nice,Christian Estrosi, do partido dos Republicanos, presidido por Nicolas Sarkozy. E ele também lança o alerta: "Marion é a mais perigosa dos Le Pen". E dá alguns exemplos: ela acha a arte contemporânea "degenerada", compara a Reforma protestante à ocupação nazista' quer romper relações entre a França e as empresas estrangeiras, além de fazer o país abandonar o euro. "Ela está à extrema-direita da Frente Nacional", previne o político.

L'Express

A capa da L'Express, com tiragem de 550 mil exemplares por semana, traz justamente as duas Le Pen, Marine e Marion, com o título "A onda FN".

O artigo começa entrevistando um empresário de Nord-Pas-de-Calais, região que Marine Le Pen pode conquistar; e ele é enfático, "se ela for eleita, eu mudo".

Diante dos argumentos que a eleição da Frente Nacional vai levar às regiões envolvidas à catástrofe econômica, Marine revida em entrevista ao L'Express: " Falaram a mesma coisa nas municipais, que se ganhássemos as cidades iriam se arruinar, as empresas fugiriam e os comércios fechariam. Nada disso aconteceu"!, argumenta a líder da extrema-direita francesa .


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