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Geral

Jornais comparam combate a mudanças climáticas à luta contra o terrorismo

media

Na véspera da abertura da Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP 21, em Paris, os jornais deste sábado (28) dedicam suas manchetes ao evento. Como a conferência é cercada de medidas excepcionais de segurança, devido aos atentados de 13 de novembro, a imprensa francesa lembra que controlar o aquecimento global é tão importante quanto lutar contra o terrorismo.

Le Monde publica neste sábado um caderno especial de 34 páginas sobre a COP 21. O jornal lamenta que os atentados de 13 de novembro, em Paris, tenham alterado a atmosfera e a programação da conferência.

"Não haverá a marcha do clima, que estava programada para este domingo, e era o momento mais aguardado pela sociedade civil para pressionar os líderes mundiais sobre os desequilíbrios climáticos", escreve o Le Monde. O jornal considera que controlar as mudanças climáticas é tão necessário quanto combater o terrorismo, porque nos dois casos estão em jogo a paz e a estabilidade.

"Os gases do efeito estufa são inimigos invisíveis que ameaçam o equilíbrio do planeta e a sobrevivência da humanidade", enfatiza o Le Monde. "Já se perdeu muito tempo, e o agravamento dos fenômenos climáticos vai criar hordas de migrantes em todos os continentes", destaca o editorial. "A COP 21 deve pôr um fim à inércia e à cegueira dos dirigentes mundiais", defende o Le Monde.

Libération denuncia medidas contra militantes ecologistas

O jornal Libération denuncia que o governo francês aproveitou a vigência do estado de emergência para reter, em casa, militantes ecologistas que poderiam fazer pressão no evento. "Militantes apresentados como pessoas próximas de movimentos radicais receberam ordem para comparecer cinco vezes ao dia na delegacia mais próxima do domicílio, sob pena de prisão. Eles não poderão se ausentar de suas cidades durante toda a COP 21. Vinte e quatro pessoas estão sujeitas a esse regime", denuncia o Libération.

O diário acredita, no entanto, que houve uma tomada de consciência notável nos últimos meses, e a COP 21 pode chegar a um acordo sobre um aquecimento do planeta em torno de 2°C. Porém, esse esforço ainda é insuficiente e "deve ser visto apenas como uma etapa, a caminho de uma conscientização coletiva" sobre a realidade climática.

O jornal de esquerda lamenta que, devido ao estado de emergência pós-atentados, as manifestações de ONGs ecologistas tenham sido proibidas. Libération questiona a duração e as medidas de segurança adotadas pelo governo, dizendo que elas não devem impedir a livre expressão da sociedade civil. Em seu editorial, o jornal lembra que o presidente François Hollande disse ontem mesmo, na homenagem nacional aos 130 mortos dos atentados, que "a França deve continuar a ser ela mesma", ou seja, "um país livre e de liberdades civis". Esse lema vale tanto para o aquecimento global quanto para o terrorismo, conclui o Libération.

Le Figaro nota preocupação de autoridades com black blocs

Em sua manchete, o diário conservador Le Figaro nota que a COP 21 será cercada de um forte esquema de segurança. Cerca de 120 mil policiais e militares, em todo o país, estão em estado de alerta para garantir a segurança da conferência, que deve receber a partir de segunda-feira 152 chefes de Estado e de governo. Segundo Le Figaro, os serviços de inteligência franceses temem que os "black blocs" estejam armando uma emboscada.

"Esses militantes violentos costumam se diluir em meio a manifestantes pacíficos, para em seguida passar à ação", explica o jornal. Embora as autoridades francesas não confirmem, alguns militantes mais violentos teriam chegado ao país antes do aumento dos controles nas fronteiras. A polícia já estaria preparada para agir em caso de depredação de bens públicos.

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