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Mutação do vírus zika no Brasil pode explicar casos de microcefalia em bebês

Mutação do vírus zika no Brasil pode explicar casos de microcefalia em bebês
 
Cláudio Maierovitch lidera os esforços do Ministério da Saúde contra os casos de microcefalia. Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A hipótese de que o vírus zika esteja na origem dos casos de microcefalia em recém-nascidos no nordeste do Brasil já é considerada “a mais forte” pelo Ministério da Saúde. Segundo pesquisadores, é possível que o vírus tenha sofrido mutações no país, onde desembarcou em 2014. Isso explicaria por que outros locais que sofreram com epidemias de zika no passado, como a Polinésia Francesa, não registraram casos de microcefalia.

Espécie de "primo" da dengue, o zika causa sintomas parecidos e também é transmitido por um mosquito. Médicos e pesquisadores brasileiros estão reunidos deste terça-feira (24), em Brasília, para discutir como lidar com a possível relação entre o vírus e a microcefalia.

Em apenas três meses, já foram registrados 400 casos de crianças nascidas com esta malformação do crânio, que pode levar a sequelas definitivas. O diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do minitério, Cláudio Maierovitch, diz que, no caso de Pernambuco, já é possível classificar a situação como epidemia.

Um ano antes do zika chegar ao Brasil, a Polinésia Francesa, no Oceano Pacífico, enfrentou uma epidemia do vírus, mas não foram registrados casos de microcefalia. A pesquisadora Claudia Nunes Duarte dos Santos, da Fundação Oswaldo Cruz no Paraná, que trabalha em conjunto com o Instituto Pasteur de Paris, diz que há duas hipóteses para explicar a diferença entre os casos brasileiro e francês.

É possível que, na Polinésia, por ter sido um surto de menor proporção, os pesquisadores não tenham relacionado o zika à microcefalia. “Pedi para colegas franceses fazerem um estudo retrospectivo com as amostras para ver se houve um aumento de casos que eles não tenham se dado conta”, afirma a pesquisadora, que, no primeiro semestre, liderou a equipe que identificou o vírus no Brasil.

A outra hipótese é que o vírus tenha adquirido mutações ao longo das passagens pelos mosquitos e corpos humanos no Brasil, e tenha então se “tornado mais virulento”. “Mas não sabemos. Isso é uma hipótese que teremos que confirmar no laboratório”, alerta Claudia dos Santos.

Análise da placenta

Para o médico Érico Arruda, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, o zika vírus “muito provavelmente” está relacionado à microcefalia. Ele acredita que a grande quantidade de casos e a estrutura de saúde podem explicar por que a microcefalia foi detectada no Brasil e não em outros países que sofreram com o zika.

“O nosso sistema de saúde não é de alta qualidade, mas é capilarizado, tem programa de atenção à mulher grávida e pré-natal razoavelmente bem estabelecido”, pondera Arruda. “De alguma maneira, conseguimos perceber, devido à grande quantidade de pessoas que desenvolveram a doença”. A outra possibilidade, segundo o médico, seriam as particularidades e o contexto de desenvolvimento do vírus no Brasil, além de “aspectos étnicos e regionais”.

A relação entre os casos de microcefalia e o zika começou a ser estabelecida quando mães de recém-nascidos com a malformação relataram ter tido sintomas do vírus nos três primeiros meses de gestação. A hipótese ganhou força recentemente, quando a Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro analisou amostras de placentas dessas gestantes e identificou o vírus no líquido amniótico de duas delas.


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