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Geral

Sistemas de vigilância europeus têm muitas falhas, aponta imprensa francesa

media Mulher presta homenagem às vítimas dos atentados em Paris em frente ao restaurante Le Petit Cambodge. REUTERS/Benoit Tessier

Os jornais franceses desta segunda-feira (23) lançam questionamentos sobre as falhas dos sistemas francês e europeu de luta antiterrorista e discutem as opções para vencer o grupo Estado Islâmico (EI). Especialistas acreditam que apenas bombardeios aéreos não serão suficientes para derrotar os extremistas.

A lista de problemas e falhas identificados em relação aos atentados que deixaram 130 mortos em Paris é longa, avalia Le Figaro. O histórico judiciário dos suspeitos de atividade terrorista revelou lacunas e falhas nos dispositivos. A vigilância dos suspeitos não é adequada e às vezes é inexistente, como revelou o caso de Abdelhamid Abaaoud, considerado o mentor dos atentados. Ele entrou e saiu várias vezes do território europeu sem ser incomodado, insiste o jornal conservador.

O chanceler francês, Laurent Fabius, admitiu erros na França e em escala continental. "Se Abaaoud pôde circular da Síria até a França, é porque houve falhas nos sistemas europeus", avaliou o ministro, citado pelo Le Figaro. O belga-marroquino comentou em um site de propaganda do EI que chegou a ser parado várias vezes por policiais, mas foi liberado e pôde circular tranquilamente pelos países onde conseguiu preparar os ataques.

Outro problema grave: a colaboração entre os países europeus deixa a desejar, assim como o controle das fronteiras no bloco. Le Figaro informa que as diferentes unidades da polícia francesa não têm acesso ao sistema de informação Eurodac, que registra as pessoas que entram e saem do espaço Schengen, de livre circulação.

Passagem pela Grécia

Libération evoca várias pistas errôneas e desencontradas sobre a movimentação dos terroristas. O jornal diz que as investigações apontam ainda a terrível falta de meios para controlar as fronteiras da União Europeia. Se o percurso de Abaaoud começa a ficar mais claro, ainda é preciso esclarecer a movimentação de vários outros terroristas. Um ponto comum já foi revelado: vários deles passaram pela Grécia nos últimos meses.

Além dos dois já confirmados nos ataques ao Stade de France, que podem ter usado passaportes sírios falsos, outros dois terroristas podem ter passado pelo solo grego, afirma Libération. Entre eles, Salah Abdelsam, ainda foragido. O Ministério do Interior francês estima que, ao se infiltrar entre os refugiados e deixar os rastros dessa infiltração, os terroristas também quiseram "passar uma mensagem política".

Como combater a organização terrorista?

Em sua manchete, o Aujourd'hui en France questiona qual seria a melhor maneira de derrotar o grupo ultrarradical islâmico. O jornal afirma que os 26 caças transportados pelo porta-aviões Charles-de-Gaulle já podem entrar em ação a partir de hoje. No entanto, os bombardeios aéreos não serão suficientes para erradicar a organização terrorista, estima o diário.

Em entrevistas ao jornal, especialistas no Oriente Médio avaliam que os jihadistas não serão eliminados em apenas algumas semanas. Ex-agente do serviço secreto francês, Alain Chouet diz que "a prioridade é destruir o exército do Daech", nome em árabe do grupo terrorista. Segundo ele, os ataques aéreos recentes fizeram o grupo recuar na Síria e no Iraque e, por isso, eles respondem com ataques terroristas, como a Al-Qaeda fez no início dos anos 2000.

Já o cientista político Hasni Abidi, do Centro de Estudos do Mundo Árabe e Mediterrâneo, de Genebra, considera que os ataques aéreos não serão suficientes. "Será preciso tirar a legitimidade do grupo Estado Islâmico, e ao mesmo tempo, discutir uma transição política para a Síria", avalia.

Bélgica em alerta máximo

"Bruxelas está no centro da ameaça terrorista", informa em manchete o jornal econômico Les Echos. O nível máximo de alerta paralisa a capital belga desde sábado (21).

Ao investigar por que o país se tornou um reduto dos jihadistas, Les Echos conclui que a Bélgica tem uma legislação muito flexível sobre o porte de armas e o Islã praticado localmente deriva da corrente "wahabista", a mais rígida da religião.

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