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Geral

Jornal francês explica atentados de Paris para as crianças

media Jornal Libération tenta a difícil missão de explicar os atentados de Paris para as crianças. REUTERS/Jorge Dan Lopez

Uma semana após os atentados que deixaram 130 mortos e mais de 350 feridos em Paris, a imprensa francesa deste sábado continua dando grande destaque para o assunto. As primeiras páginas dos jornais fazem um balanço de como a população está vivendo a tragédia e alguns veículos tentam explicar o episódio para as crianças.

Além de trazer o testemunho de vários adultos que contam como viveram essa semana, entre luto, medo, raiva e esperança, o jornal Libération decidiu editar seu suplemento infantil sobre os ataques. A publicação tenta em suas páginas responder às crianças quatro questões simples, mas que devem ter sido feitas a todos os pais desde 13 de novembro : O que aconteceu naquela noite de sexta-feira? Porque os terroristas atacaram? O isso vai mudar no nosso cotidiano? O que vai acontecer agora?

Usando uma linguagem bem acessível, Libération explica, por exemplo, que os terroristas atacaram Paris para se vingar da França, pois não estavam contentes com o fato de Paris “jogar bombas na Síria”. “Aquele país vive em guerra há mais de quatro anos e a situação é muito complicada, pois o governo local também é violento. A França, com outras nações, tenta impedir o grupo Estado Islâmico de conseguir armas e se organizar”, resumo o diário.

“Alguns terroristas querem conquistar o pedaço de um país que já está ocupado, enquanto outros querem forçar todo mundo a seguir sua religião ou as mesmas ideias”, continua Libé. “Os terroristas tem uma religião, o islã. (...) Mas muitas pessoas têm essa mesma religião e são tranquilas, gostam da paz”.

O suplemento do Liberation tenta tranquilizar as crianças, mas a missão não é nada fácil. À questão “O que vai acontecer agora?”, o jornal responde que hoje, após os atentados, há muito mais policiais e soldados nas ruas para nos proteger. “E que mesmo se o que aconteceu na semana passada é difícil e muito triste, os atentados são raros”.

No entanto, conclui o suplemento, “por enquanto ainda não se pode dizer se não haverá outros ataques”. Ou seja : é difícil acalmar as crianças quando nem mesmo os adultos sabem exatamente o que pode acontecer nos próximos dias.

Comércio sofre após atentados

Com o título “ainda em estado de choque”, o jornal Aujourd’hui en France, conhecido por seu pragmatismo e pelo tom popular, também tenta medir o impacto dos atentados no cotidiano dos franceses, uma semana após os ataques. O tabloide explica, por exemplo, que o comércio da capital está sofrendo, como a famosa loja de departamentos Galeries Lafayette, que registrou uma queda de 50% em sua frequentação essa semana.

Aujourd’hui en France também relata que as pessoas estão evitando, quando podem, pegar o metrô e outros meios de transporte coletivo, temendo atentados. De acordo com a RATP, que administra a rede de metrôs e ônibus de Paris, a frequentação caiu 10% no início da semana. Resultado : a cidade registrou congestionamentos recorde, já que muita gente achou mais seguro pegar o carro para ir trabalhar, relata o jornal.

Até mesmo os roubos diminuíram. Segundo as autoridades ouvidas pelo tabloide, o número de casas arrombadas e de violência contra a polícia nunca esteve tão baixo.

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