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Cinco anos após primavera árabe, oposição ainda tenta se impor no Egito

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Cinco anos após primavera árabe, oposição ainda tenta se impor no Egito
 
Banners eleitorais vistos em uma rua principal no resort no Mar Vermelho de Sharm el-Sheikh para as eleições parlamentares no Sinai prevista para o final deste mês, 08 de novembro de 2015. REUTERS/Asmaa Waguih

Quase cinco anos após os primeiros protestos que culminaram na primavera árabe no Egito e na queda do presidente Hosni Mubarak, a oposição ainda tem dificuldade de se impor no país. Às vésperas do final das eleições parlamentares, a população reclama do clima de repressão.

Do Cairo, Sandro Fernandes especial para a RFI

No último domingo (8), o jornalista Hossam Bahgat foi preso pelas autoridades militares, mantido em local secreto e liberado dois dias depois, após muita pressão das organizações de direitos humanos, de jornalistas e da comunidade internacional.

Um porta-voz do governo egípcio disse que o jornalista foi preso e mandado para uma corte militar por comprometer a segurança nacional. Oficialmente, Hossam foi detido por divulgar o que o governo classificou como “notícias falsas”.

Em outubro, o jornalista escreveu uma série de artigos sobre uma suposta tentativa de golpe contra o governo, alegadamente planejada por 26 oficiais militares e dois membros da Irmandade Muçulmana. Os artigos de Hossam contam que destas 28 pessoas que estariam tentando dar um golpe, 10 foram condenadas à prisão perpétua e outros 18 receberam penas entre 10 e 15 anos.  “A prisão de Hossam quer dar um recado aos jornalistas que fazem críticas ao governo”, explica o professor Mohamed Menza, da Universidade America do Cairo.

Hossam é um dos mais importantes jornalistas investigativos do Egito e trabalha em um dos poucos veículos independentes aqui do país. Caso seja finalmente condenado, ele pode ser preso por um período que vai de um ano a um tempo indeterminado, além de pagar uma multa que pode chegar a R$ 9 mil. “A oposição egípcia não representa uma real ameaça ao governo, mas a repressão do governo (de Sisi) pode acabar fomentando ainda mais os opositores. Se o governo continuar com esta onda autoritária, há grandes chances de novos protestos no Egito nos próximos meses”, conta o pesquisador.

A ONG Observatório de Direitos Humanos afirma que 3,7 mil civis foram processados em cortes militares desde outubro de 2014. Muitas destas pessoas foram condenadas por terem alguma ligação com a Irmandade Muçulmana, que foi ilegalizada no Egito em setembro de 2013.

Eleições em clima de pessimismo

As eleições parlamentares no Egito começaram no dia 17 de outubro e terminam no dia 2 de dezembro, divididas em duas fases. Na primeira fase, o Partido dos Egípcios Livres conquistou 44 assentos no Parlamento, dos 226 disputados nesta etapa. A formação é contra a influência islâmica no governo e apoia o atual presidente Abdel Fattah al-Sisi. O Partido do Futuro da Nação foi o segundo partido mais votado, com 26 assentos, e também apoia o governo de Sisi.

Apenas 27% dos eleitores compareceram às urnas nesta primeira fase. Em 2011, as mesmas eleições legislativas tiveram uma participação de 62% dos egípcios.

“Antes, a gente acreditava em mudanças. Tínhamos esperança. Fomos à (praça) Tahrir, lutamos contra a ditadura de Mubarak, ele caiu, conseguimos convocar eleições, entrou o governo da Irmandade Muçulmana, mas eles mostraram que não eram bons”, conta Magdy, de 26 anos, farmacêutico. “Mas agora, temos os militares de novo no poder, como se estivéssemos mais uma vez sob o regime de Mubarak. É difícil ser otimista e acreditar que estas eleições possam realmente melhorar alguma coisa”, conclui.


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