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Geral

Número de nascimentos na França é o menor em 16 anos

media "Os franceses vivem um baby-blues" diz Le Parisien. Reprodução

O baixo índice de natalidade nos primeiros meses deste ano é um dos destaques da imprensa francesa desta quarta-feira (4). As estatísticas referentes aos nove primeiros meses mostram que 2015 poderá ser o ano com o número mais baixo de nascimentos na França desde 1999 – colocando em risco o posto de país europeu com maior número de filhos por casal.

A queda em relação a 2014 chega a 2,75%, o equivalente a 16 mil bebês. O jornalLe Parisien registra o fato com o título "A França em pane de nascimentos". A partir desses dados, o jornal se pergunta se este seria o fim do que eles chamam de "uma exceção francesa", ou seja, o tradicionalmente alto índice de natalidade registrado no país, e principalmente nos últimos 10 anos.

A França tem a média mais alta de filhos por mulher da Europa, com quase 2 filhos, mais precisamente, 1,99. Já a média do continente fica em 1,55. Os demógrafos alertam que ainda não é possível falar em queda, já que faltam pouco menos de dois meses para o final do ano. É preciso encerrar a contagem com mais precisão. Mas tudo leva a crer que não haverá tempo para recuperação.

Causas

Entre as causas possíveis, estariam as meramente demográficas, como a diminuição do número de mulheres em idade reprodutiva, ou seja, o envelhecimento das francesas. Além disso, as mulheres estão tendo filhos cada vez mais tarde.

Outra hipótese, seria um impacto retardado do pessimismo da crise econômica europeia nas famílias francesas. Nos últimos anos, a natalidade caiu bastante no bloco por causa da estagnação econômica, principalmente em países como Grécia e Portugal, mas a França, segundo especialistas, continuava sendo uma exceção. Essa exceção, aparentemente, está chegando ao fim.

Mas um especialista ouvido pelo jornal Le Parisien diz que não há motivo para preocupação. Ele afirma que se trata apenas do "fim do milagre" que diferenciava a França de seus vizinhos.

Outro motivo seria a redução das políticas governamentais de incentivo à natalidade. Desde 2014, o teto de renda para recebimento de benefícios foi reduzido, fazendo com que uma grande parte da classe média e alta francesa perdessem vantagens financeiras para que tenham filhos.

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